sábado, 1 de novembro de 2008

Cinema (por e fora de casa)

W, Oliver Stone (2008)

Gomorra, Matteo Garrone (2008)


Na falta de actualização da vasta série cinéfila: em casa e fora.
Entre outros, dos que me recordo:
- Por casa: Niceland, Cinema Paraíso, Uma noite na Terra, O meu irmãó é filho único(again...).
- Fora: Tropa de Elite, O segredo de um cuscuz, Bienvenue chez les Ch´tis.
Faça-se o salto, carregue-se no reset e inicie-se nova contagem.
A ver se não me falha de agora em diante então.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Celebrando o Halloween


Jeff Buckley - Wicthes´ Rave
(não perdendo a hipótese de meter a colherada dos mestres...sempre)

It sounds just like a scream. I don't know what you mean
Your witchcraft's all around me in your ragged pagan scene
You tell me all the ways around my garden that you like
I float just like a bubble heading for a spike

All is well between the breasts of passenger and slave
We'll never make it out alive to join the witches' rave

You'd like to see him suffer for you fantasy and thrill
He fell sick while we made love, he's out there, somewhere,still
Oh, I feel the spell that you have cast,
Hot, pink, nasty bubble gum, coming down just like a big redcoal
ooooooo. oooooooo

I can't help from looking outside for a guarantee
I can't help from looking outside for a guarantee

Hey! I try to keep all hidden when you come around
Oh, no! the sight of broomsticks sliding on the ground
You're levitating something,? cause i feel so collectible
We're all lying natural,
He's watching from a window up above i see he loves you,
I'll bring you closer
Something in my fate says it's not right for me
Tell me, am i cursed or am i blessed?
I can't tell, oh yes!?

Cause all is well between the breasts of passenger and slave
I'll never make it out alive to join the witches' rave
oooooooooo. ooooooooooooo

I can't help from looking outside for a guarantee
for a guarantee

(KO)isas (com) sentido (9): Infradesnivelamento de ST

Em termos electrocardiográficos foi o que deve ter ocorrido ontem algures no meu sistema de condução eléctrico cardíaco por instantes (ECG, essa coisa que ainda é um Sr. para mim, trato-o por você, inclino a cabeça para baixo, tal é a distância e o respeitinho que lhe tenho).

Em termos mundanos, traduz a loucura que senti veias fora quando dei por mim a conduzir, em plena avenida lisboeta, hora de ponta, sem semáforos a funcionar.

Esqueçam aquela cena das prioridades à direita (quando a direita vem de todos os lados...) e o código dá mesmo um bom calço para mesas mancas nestas situações. Juro que ainda me lembrei dele uns segundos. Depois...bem depois veio-me logo à cabeça a imagem do Mowgli, do mítico Livro da Selva, esse clássico infantil. E até acho que foi só isso que me acalmou.
A selva urbana não é um mito de facto. Comprovei-o. E aquela máxima do "salve-se quem puder" não podia ser mais verdade.
Só para que se saiba: safei-me. Em pouco mais de 30 segundos. E o carro também. IMPECs.

sábado, 25 de outubro de 2008

Jesus Lord!!

Se me perguntarem se já vi J.C, sou gajo para dizer que sim senhor, já o vi.
Qual presépio, havia não sei quantas cabrinhas à volta e respirava-se um clima de magia e bucolismo indescritível.
Mais: além de Jesus parecer ser um tipo "porreiro" e que bem que ele cantava!
Qual Rei Mago que vai admirar o menino, era gajo para felicitá-lo com um abraço daqueles.

Fleet Foxes, Fleet Foxes.
Sem dúvida, o disco do meu outono.

Fleet Foxes - He doesn´t know why
(e o pior é que nem eu ainda sei bem porquê..)

(KO)isas (com) sentido (8)

As estações de comboio, os aeroportos, as estações rodoviárias e até as estações de serviço em plena auto-estrada: cabe lá quase tudo quanto haja nesta nossa "vidinha".
Não são poucas as vezes em que dou por mim a pensar nisso este ano. Se nos fosse concedido apenas 1 dia de existência para nos apercebermos de tudo quanto pode acontecer à nossa volta, que esse mesmo dia fosse passado em viagem.

Chegadas e partidas.
Desencontros e encontros.
Saudade, ansiedade, euforia, tristeza, cansaço, desespero, admiração, raiva.
Gente de todo o mundo e de todas as formas.
Um sentido.

Atrasos e esperas.
Rebuliço e calmaria.
Tudo isto num continuum, sempre aberto, gente vem, gente vai, nada pára e tudo se transforma.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sem comentários (4)

Os Magalhães, o melhor humor nacional

Esta malta que organiza estes cursos de introdução ao Magalhães promete.
Humor de alta craveira este que se faz com professores hoje em dia. Pena que não seja aberto ao público.
Arruma Gato Fedorento e Contemporâneos num cantinho mesmo. E Magalhães, bem vista a coisa, até que é um nome divertido, bem-disposto. (Ma-ga-lhães! pode-se até dizer em crescendo e tudo...espetáculo!)

Deixo-vos 2 sketchs (humorísticos porque desculpem lá, não há outro nome para isto).
Epá, não agradeçam. Digam antes aos vossos filhos, sobrinhos, amigos, seja o que for para não enveredarem pela carreira docente. É que também se pode cantar durante a apanha do morango e que bem mais agradável que é (ou não se estivesse antes em plena comunhão com a Natureza, só).

1. Não há "palavrinhas" para descrever isto



2. Esta vida de Magalhães está a dar cabo de mim


Se isto for verdade, estou choca(lha)do.
E ficarei ainda...para aí...(deixa cá ver), talvez nos próximos 36 anos. É isso.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Cenas que perduram (4)

Do mais psicologicamente avassalador que já vi até hoje
(com aqueles tamborzinhos à mistura, claro).


Eyes wide shut, Stanley Kubrick (1999)


Cult Leader: [Pleasantly] Please, step forwards. May I have the password?
Dr. Bill Harford: Fidelio.
Cult Leader: That's correct, sir! That is the password- for admittance. But may I ask, what is the password- for the house?
Dr. Bill Harford: The password for the house..
Cult Leader: Yes?
Dr. Bill Harford: I...seem to...have forgotten it.
Cult Leader: That's unfortuante! Because here, it makes no difference- whether you have forgotten it- or whether you never knew it. You will kindly remove your mask.
[Bill removes mask. Cult leader continues in a pleasant tone]
Cult Leader: Now, get undressed.
Dr. Bill Harford: [nervously] Get...undressed?
Cult Leader: [sternly] Remove your clothes.
Dr. Bill Harford: Uh.....gentlemen..
Cult Leader: Remove your clothes. Or would you like us to do it for you?

Até que a vista nos doa (13)

A celebrar o número do azar.
Colocar uma foto da Angelina Jolie aqui é equivalente ao "puxar" do ás numa sueca.
A tratar uma borbulha recidivante com um corticóide oral.
Previsível de certa forma, a roçar o bioterrorismo talvez, mas 100% eficaz.

Angelina Jolie (precisava de legenda?)

P.S: No regresso da cor a esta rubrica, a "sugestão" foi da "mana" há uns dias atrás.

Joan as Police Woman

Se tiver que ser multado um dia, então que seja pela Sra. Agente Joan Wasser (também conhecida por Joan as Police Woman). E que me diga quanto tenho de desembolsar a cantar que sou "menino" para me fazer surdo e obrigá-la a repetir uma meia dúzia de vezes. Ou talvez não que é muito: só 6, vá.

"Valha-me Nosso Senhor" se eu não sou "rapazinho"- caso os astros estejam nas casinhas correctas por essa altura (que é como quem diz, não haja "banking" lá no hospital)- para me estrear no mui lindo Centro Cultural Olga Cadaval, ali para os lados de Sintra, ao que parece dia 9 de Novembro.
Estou a fazer figas para que haja bilhete ainda. Se estou.


Joan as Police Woman - To be loved

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

«She's elusive»

Scott Matthews - Elusive



She's a gambler
Spinning wheels
The poisoned victim
The look of steel
The coldest hearts you've ever felt
The coldest hands you've ever held
Take him down
All away
A million miles
Still know her way
As I learn to live long
In a mind I'm proud to roam

She's elusive
And I'm awake
You're finally real
There's nothing fake
A mystery now
To me and you
Open my eyes
And I'm next to you
She's said my destiny
Lies in the hands that set me free

A wreckless night
She hears me breathe
Curse in the sky
But there's company
Lost her wisdom deep inside
Her bitterness shows inside
If it's true
I am doomed
What more is there
To hold on to
A strand of her hair is all I own
A gift to me with sorry so

...

If something says
That this ain't right
There's more to her
Than meets the eye
Come's and go's at any time
Back in my head till another time

...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Snapshots

No cimo do Parque Eduardo VII.


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Uma imagem e uma música

Morning Sun, Edward Hopper (1952)


E Morrissey. Em dias de férias, Everyday is like sunday.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Disto não há no IKEA

(Ou talvez até haja. Mas isso não interessa agora.)

Koop - Come to me

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Twenty something

Chego aos 25 e apercebo-me que ainda não sou capaz de mandar um bitaite decente sobre política internacional (ainda que, do pouco que vi desta campanha presidencial americana, a ache uma fantochada e me orgulhe de tamanho sinal de maturidade). Nem muito menos de macroeconomia, que apenas sei encaixar na categoria das palavras técnicas bonitas. E saber palavras técnicas é sempre bom num mundo de técnicos, mas quando ela é bonita é qualquer coisa mais. É saber "encher salas" também (e não é graças ao prefixo em causa). Muito menos entendo o frenesim com que um espirro mal contido em Wall Street é sentido do lado de cá. Como se de um verdadeiro furacão se tratasse. E toda a gente sabe que furacões não podem haver todos o dias. Eventualmente haverá um ou outro que arrase tudo à passagem. Agora todos os dias, não. Dêem-nos descanso.

Motivos quase suficientes para uma autêntica desilusão ao virar de quarto de século.

Mas dou conta que face aos 18 (a dita maioridade) alguma coisa mudou, é certo. Ainda que os sonhos ainda não dêem sequer para contar pelos 10 dedos das mãos que estendo à minha frente no preciso momento em que pauso a escrita (...pausa...). Ainda bem.
Tal como eles, como se nenhum sonho fosse menos importante por maior ou menor, por mais fácil ou difícil de alcançar. Afinal de contas, todos são o que são: sonhos. A leveza e musicalidade da palavra em si conota toda a sua grandeza. Sonhos. Repitam e reparem. Capazes de flutuar.


E aos 25 (o início da maturidade) perco-me no inevitável balanço do que já alcancei então.
Emprego aparentemente estável (desculpem-me a presunção mas face aos dias de hoje...) e que me estimula (acima de tudo, isto o mais importante), carro próprio (my first, own and yet the only possession), algumas pessoas queridas e pouco mais assim espremidinho, se o tivesse de dizer numa frase só.

Mais.

- Memórias de outros tempos, sim. Do que já foi e volta prazeirosamente às vezes, do que nunca mais volta mas que mesmo assim dá um gozo tremendo recordar. De quem não quis, mas acima de tudo de quem quis mas não pôde ficar. De quem não fui capaz de descobrir lugar e, claro, de quem por cá ainda vai ficando sempre.
Tudo isto, na certeza que o esquecimento é a coisa mais natural que há, mas que a recordação não lhe fica atrás pelo rasgo de espontaneidade que pode conter em si. Li há uns tempos que para esquecer é preciso recordar (ou tê-lo recordado antes). Nada faz mais sentido.

- A simplicidade e naturalidade com que, aqueles que considero terem sido os meus verdadeiros mestres até hoje, me cativaram (nem eles o imaginam...).

- 3 ou 4 receios de vida que ainda mitigo, outros tantos quase-axiomas que me vêm acompanhando.

- Algumas frases escutadas, lidas, faladas, dialogadas, pensadas, muitas delas ecoadas em mim, que me marcaram ou ainda marcam, outras que já não marcam mas que por cá assentaram arraiais. Nem muito menos dão para esquecer ou apagar.

- Uma série de imagens, de instantes, nada contínuo e ainda assim tudo estupidamente interligado, às vezes confuso até. E também por isso talvez tenha dias em que as detesto recordar. Como se, castigo existencial, não me fosse permitido captar nada mais do que simples pedaços aberrantes do que me rodeia para a posteridade. E todo o resto que os unifica se degradasse. Sem que pudesse fazer o que fosse, se entranhasse de bolorosidades precoces e se esfarelasse na brisa mais ténue que possa haver. Naturalmente e só com o simples passar do tempo. E eu assim, meio sem saber para o que venho afinal, ao perder diante de mim o que daria sentido pleno a isto tudo.

- Umas tantas cenas de filmes, que assimilo como se de páginas de um possível roteiro se tratassem (nunca se sabe quando surge a deixa ideal).

- As fotos de vida que nem preciso pendurar.
- Outras tantas músicas que guardo, mas que nem sequer em formato físico ou digital, nem muito menos tomei nota.
Simplesmente, sei-as todas comigo ainda que se me perguntarem pelas mesmas, inevitavelmente me escape alguma. Estou consciente de tal, é óbvio. Mas tenho-as por cá e isso é para mim é-me suficiente.

- Talvez 5 locais (dos poucos em que já estive e vou estando) que nunca irei esquecer. A vontade de lá voltar mas a razão azucrinando-me para outros conhecer antes.

Quase sempre estropiado por uma vontade, também ela já vintã, de conhecer, de partilhar, de ir à descoberta. De partilhar sonhos e medos. De enfrentar o desconhecido. De lhe estender a mão e lhe espremer todo o brilho da sinceridade. De quem não tem nada a perder. Do primeiro impacto de um olhos-nos-olhos. De festejar essa pequena coisa a que chamam cumplicidade. Que nasce assim do pé para a mão (às vezes meio tosca até) para depois crescer robusta vezes sem conta. De brincar aos "sem fins" no gozo que só a certeza que nada é eterno nos pode dar. De quem sabe a "labilidade de malabarista" dessa coisa que é a Vida. Como se a ignorância ou a inconsequência fosse o pior dos nossos pecados (eu próprio, hoje, ainda não o sei).
E no entanto, sempre o tempo (sempre o tempo...) como o mais contínuo que existe. [há uns tempos no blog de uma amiga, quase cruel mas sublimamente escaqueirado (é esta a palavra) em 5 ou 6 palavras só...e eu assim, estarrecido em como ela o apanhou tão bem].


Hoje apaguei 25 velinhas de um sopro único. Para que se saiba só. Não fosse tal motivo mínimo e ridículo de orgulho por agora, que não me falta o fôlego.

Revejo os planos e traço novos objectivos lá para os 30. Até lá. Quem sabe, aí sim, saberei mandar os bitaites referidos. Nem prometo fazer muito por tal. Nada mesmo até. Como se isso- em jeito comum de quem numa vida quase sempre sobrevaloriza futilidades, fosse sequer o mais importante.

sábado, 4 de outubro de 2008

Era mais isto

[Dedicado à malta do "eu faço e aconteço". Que os há e não são poucos.
Com os melhores cumprimentos da casa] :

Deolinda (ao vivo nas Manhãs da Antena 3)


Sem palavras.
Cantar simples e em português afinal é possível. Mas está ao alcance de poucos por certo.

J. M(ar)RAZ(es)

Uma música bem-disposta. Um cd todo bem disposto.

[Nota a posteriori: uma prenda de aniversário bem ao jeito da pessoa que a ofereceu! E quando assim é, uma vez volvidos aquela dúzia e meia de anos e os 3kg de pó sobre a efeméride, de certeza ainda me lembrarei do autor da oferenda. Cheers and may the Lord be with u!!

Well open up your mind
and see like me
open up your plans
and damn you're free
;)]

O ideal para queimar os últimos cartuchos estivais que "pó ano há mais qu´isto é sempre assim, vai e volta".

Lugar comum: inevitável pensar no quão mais fácil é cantar em inglês: quase tudo soa a milímetros de Shakespeare ou E. A. Poe.
"Raios parta" a nossa língua! Há alturas em que só complica, e quando não complica soamos ao mais básico que há (vulgo mestre de obras). Os exemplos são inúmeros e basta pensar nas frases mais emblemáticas (com particular destaque para os diálogos românticos) de alguns filmes.

Atentem um pouco na letra desta canção, na batida (e porque não no vídeo) e imaginem-na cantada no nosso querido dialecto. O mais provável era o artista ser José Marrazes (ex-elemento de uma boysband formada por 4 indivíduos nortenhos, 2 dos quais ex-presidiários) e o título da música: "Sou teu". Duvido sequer que se tornasse hit de Verão.

Numa coisa estamos muito mais à frente que os americanos: descobrimos a nossa música "pimba" muito antes deles. Creio até que esboçámo-la aos primeiros grunhidos arcaicos por cá proferidos. E desconfio mesmo que eles nunca venham a descobri-la (pelo menos tão nitidamente como a malta faz por cá).


Jason Mraz - I´m yours

De papo para o ar

Eis que senão, às portas de Outubro, entro neste modo por uns dias.

Como imagem, uma remota lembrança de uma casa no tabuleiro do jogo "Paga e Cala" (salvo erro, a que assinalava o Domingo de cada semana) com um um tipo espreguiçado numa daquelas camas de rede, ostentando um ar displicente mas feliz.
É isso: mais ou menos como se fosse "Dominguinho" (mas daqueles sem "banking"!!!) todos os próximos dias.

Podem até chover ancinhos que os dias que aí se avizinham são de puro descanso e meditação. Ora pois.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Até que a vista nos doa (12)

Ainda Paul Auster.

Diz-se que um homem enlouqueceria se não pudesse sonhar à noite. Do mesmo modo, se uma criança não tiver a possibilidade de penetrar no imaginário, nunca estará em condições de enfrentar o real. A necessidade de histórias de uma criança é tão fundamental como a sua necessidade de comida, e manifesta-se do mesmo modo que a fome. Conta-me uma história, diz a criança. Conta-me uma história. Por favor, pai, conta-me uma história. Então, o pai senta-se e conta uma história ao seu filho. Ou então deita-se no escuro a seu lado, os dois na cama da criança, e começa a falar, como se no mundo não restasse outra coisa senão a sua voz, e conta uma história no escuro ao seu filho. Muitas vezes é uma história de fadas, uma história de aventuras. Mas, muitas vezes, mais não é do que um simples salto no imaginário. Era uma vez um menino chamado Daniel, diz A. ao seu filho que se chama Daniel, e estas histórias em que o miúdo é o herói são talvez as que mais lhe agradam. Do mesmo modo, conclui A., enquanto está sentado no seu quarto a escrever o Livro da Memória, ele fala de si mesmo como se de um outro se tratasse, a fim de contar a sua própria história. Para se encontrar nas páginas, ele tem de fazer de si um ausente, ele tem de se apagar. E é por isso que ele diz A., mesmo quando quer dizer Eu. Porque a história da memória é a história de ver. E ainda que as coisas a ver já não estejam lá, é uma história de ver. A voz, portanto, prossegue. E mesmo quando o miúdo fecha os olhos e adormece, a voz do pai continua a falar no escuro.

in Inventar a Solidão, Paul Auster


Ando deliciado com as suas criações. Todas as que conheço até à data.

Sophie Auster, acrtiz e cantora, filha de Paul Auster

(KO)isas sem sentido (7)

O Benfica deve ser o único clube do mundo em que uma entrada naquilo a que se pode mesmo chamar de Taça Uefa é sentida como se da vitória na competição se tratasse.
Síndrome da pequenez, dirão uns. Sentimento de grandeza inexplicável e intransmissível, dirão outros.
E o mais delicioso de tudo (repito: o mais delicioso- ou não estivesse aquilo a que chamo "delícia" enraizada na estranha comunhão da paixão mais sórdida com a mais arrasadora das razões) é que Eu próprio sou benfiquista.
E se há dias em que faço questão de o dizer é nestes.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Starb(l)ucks!!!

Não foi numa esquina da Fifth Avenue, como gostaria de ter sido.
Não nevava lá fora nem muito menos, ao primeiro dia de Outubro, fazia sequer o pouco de frio que convidasse a qualquer coisa mais quente do que umas jeans e uma t-shirt de cores quentes.
Mesmo que nevasse lá fora passaria despercebido aos saudosistas que por ali fossem à procura de um pouco do Inverno que teima em aparecer. Dos míticos casacão e cachecol, nem sinal portanto. Nem muito menos do bafo quente que emana de cada respiração e embacia a janela nesses dias. Janelas nem vê-las, também.
Nada, mesmo nada disso.

Mesmo assim não resisti em ir até ao Starbucks no Centro Comercial Allegro em Alfragide. E talvez não pudesse haver pior sítio para abrir um franchising da marca americana em Lisboa.
Chiado, Rossio, Baixa, Saldanha, Avenida da Liberdade, Avenida da Républica, nãaaa. "Too obvious", dirão os senhores da franchising. "O que está a dar é um Centro Comercial, bem à periferia, viva a descentralização". Assim paredes meias com uma Zara, uma sapataria qualquer ou seja lá o que for (que confesso nem ter reparado).

A antítese do Starbucks que tinha no meu imaginário.
Do café em si, as expectativas já não eram grandes. Apenas se cumpriram.
O resto, pelo que já disse, foi pura desilusão. Restou-me o contentamento do copo de plástico.
Uma língua escaldada e a inevitável volta aos intestinos que 1/2 litro de café faz a um consumidor habitual de expressos.

Ora bolas: assim se desfazem os sonhos de uma infância/juventude. Horas a fio de filmes/séries americanas e fazem-me uma destas.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Até que a vista nos doa (11)

9:2, ganham as morenas.

Monica Bellucci

Mais sobre a solidão: o elogio

If you're so funny
Then why are you on your own tonight?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight?
I know...
Because tonight is just like any other night.


I know it´s over, The Smiths
(hoje pela noite dentro na voz do mestre Jeff Buckley)

Entre : linhas

Abri a primeira página.
À esquerda, impossível de passar despercebida a qualquer leitor, preto e branco, com um jardim ao fundo, um retrato bem à moda antiga de uma qualquer família ocidental. Não faltam os vestidinhos lindos, os sorrisos, olhares e poses ensaidas de véspera para o mítico dia da visita do fotógrafo.

À direita, começa assim:

Um dia há vida. Um homem, por exemplo, de perfeita saúde, nem sequer velho, nenhuma história de doenças. Tudo está como sempre esteve, como sempre estará. Ele passa de um dia a outro, não se ocupa de outra coisa senão dos seus assuntos, sonha apenas com a vida que tem à sua frente. E então, de súbito, acontece que há morte.
Um homem solta um pequeno suspiro, afunda-se na sua cadeira, e é a morte. O carácter súbito desse facto não deixa o menor espaço ao pensamento, não dá à mente a menor hipótese de procurar uma palavra capaz de a confortar. A única coisa com que ficamos é a morte, o irredutível facto da nossa própria mortalidade. A morte depois de uma longa doença, podemos aceitá-la com resignação. Mesmo a morte acidental, podemos imputá-la ao destino. Porém, o facto de um homem morrer sem nenhuma causa evidente, o facto de um homem morrer simplesmente porque é um homem, deixa-nos tão perto da invisível fronteira entre vida e morte que não sabemos de que lado estamos. A vida converte-se em morte e é como se esta morte sempre tivesse sido dona e senhora desta vida. Morte sem aviso. O que é mesmo que dizer: a vida pára. E pode parar a qualquer momento.


Recebi a notícia da morte do meu pai há três semanas. Era sábado de manhã e eu estava na cozinha a fazer o pequeno-almoço para o meu filho Daniel. A minha mulher dormia ainda no piso de cima, quente sob as cobertas, desfrutando umas horas extras de sono. O Inverno no campo: um mundo de silêncio, fumo da madeira, brancura. A minha cabeça estava cheia de pensamentos sobre as páginas que escrevera na noite anterior e delineava já a tarde, o período do dia em que poderia voltar ao trabalho. E foi então que o telefone tocou. Soube nesse mesmo instante que havia um problema. Ninguém telefona às oito da manhã de um sábado, a menos que seja para dar notícias que não podem esperar. E notícias que não podem esperar são sempre más notícias.
(...)


in Inventar a Solidão, Paul Auster


Uma foto e dois parágrafos bastaram então para me convencer.
Confesso que andava à procura de algo assim há já algum tempo. Não me passaria pela cabeça que o encontrasse em Paul Auster, sequer num livro com este título.
Estou a digerir cada pedacinho, entre outras leituras técnicas esporádicas que o ofício às vezes obriga.
Para já aconselho(-me). A terceiros, só mais tarde direi se sim ou não.

A sugestão foi da Clara e como há pouca coisa melhor do que um devido reconhecimento, aqui fica o meu. Obrigado.
Lá para o final da coisa, pode ser que falemos melhor, ok?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

No Metro (3)

Ela 1: Sabes, o que eu acho piada em Lisboa mesmo é a luz.
Ela 2: A luz?!
Ela 1: Sim, a luz da cidade. Já passei por muitas cidades e nunca vi uma com uma luz assim.
Eu (a pensar): Damn!, como te compreendo!

Falar da luminosidade única de Lx em tarde solarenga, das águas furtadas do Rossio e das muralhas do Castelo quase douradas é, a meu ver, o mais certo dos lugares comuns por estas paragens. Um rótulo que já deve ter dado umas boas milhares de vezes a volta ao mundo sabe-se lá já desde quando.
Já o ouvi de outros que por cá estiveram em tempos, ouço-o hoje que cá estou e creio que se ouverá sempre por aqui e da boca de quem por aqui passa.
Mais: só não vê quem não quer (até o mais distráido um dia acabará por reparar).

Ora também eu, se me perguntarem o que tem de especial a capital, responderei sem hesitar o mesmo: a LUZ.


(Para minha imensa vergonha- visto que escandalosamente ainda não possúo my very own photo da Baixa lisboeta- esta é uma foto retirada algures da Net)

Do domínio dos estranhos rituais

Eu confesso: num destes dias, numa das idas ao Continente e perante aquelas estantes incontáveis de material escolar do mítico regresso às aulas, não resisti em abrir um daqueles cadernos pretos (vulgo "Caderno diário") e enfiar a excrescência nasal bem lá no meio à procura do cheiro perdido da escola primária. Dizem que o odor é dos sentidos que melhor evoca sensações mnésicas e eu tenho isso por facto consumado.

E isto é já um ritual.
Mas desta vez o preocupante foi que, nem sei bem se do passar dos anos, se do raio do material com que fazem aquilo agora, já não teve bem o mesmo poder de evocação. Ainda procurei um livro desesperadamente (sim, os livros é que concentravam aquele cheirinho "às resmas" assim no espaço entre a segunda e a terceira páginas) mas não encontrei.

Sem mais soluções, vim para casa meio frustrado sem a habitual certeza ao que cheirava o 1º dia de escola.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

«Mar de gente»

Foto de Spencer Tunick

Vou ali e já venho

Deixo-vos com esta músiquinha. Um clássico.

Escusam de agradecer.
O sorriso é por conta da casa.

Belle and Sebastian - Funny little frog

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

«Ladies and gentlemen place your bets»

Às vezes penso que a melhor maneira de tomar decisões difíceis é mesmo aquela de mandar um dado ao ar.

Esqueci-me dos phones em casa (no metro 2)

E o que dizer daquela malta que insiste em "dar música" ao pessoal via telemóvel? What the f$#$?!
1ª reacção inevitável: quem é que tem um toque tão piroso?
2ª: quem é que é surdo aqui e não ouve o raio do telemóvel?
3ª: ok, já te identifiquei, tens a mania e és parvo, definitivamente.
3ª e meia: ok, não é um toque, é música!!! Oh que bom! E que bem que deves ouvir os teus mp3 assim, hã?! e que tal arranjares uns phones? ou gostas do barulho de fundo do metro? uma delícia, era o que faltava nessa músiquinha mesmo.

Sem vergonha. Mudam faixas, põem mais alto, puxam atrás, à frente, etc.
Olham à volta como se fossem os maiores, os djs lá do sítio. Aliás, de fonte segura: a maior parte do pessoal entrou no metro só para ouvir aquele pedacinho de playlist. Garantido.

Usar phones é do passado, claro.
Digamos que são o equivalente dos "tijolos" que se transportavam ao ombro nos 80s.

Sou a favor da divulgação de experiências culturais sim, mas epá! há limites!
Obrigadinho mas aqui o "je" prefere o barullho do metro. Digamos que já estou habituado.

O cúmulo do egoísmo. Se todos nós fizéssemos aquilo...

Incompreensível (no metro 1)

A malta que forra os livros que lê no metro com papel de jornal.
É um vírus. E está-se a disseminar. Tenham cuidado.

domingo, 14 de setembro de 2008

Sem comentários (3)

(Imagem retirada algures da Net)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Como se tornar um folker em 3 tempos

[AVISO: Mais sobre Fleet Foxes.]

Ouvir o cd de estreia de Fleet Foxes 3 vezes, deixar de fazer a barba umas boas 2 semanas, comprar um "violão" daqueles na feira da ladra e uma camisa de flanela aos quadradinhos (não pode ser das parolas que se vendem no Continente...tem de ter no mínimo 10 anos de vida para ter aquele aspecto minimamente russo).

Digamos que estou half way. Falta-me só o último passo.
Senão vejamos: a barba é rápida a crescer, não há problema. O "violão" já o tenho, ainda que nem saiba pegar naquilo (é um projecto de vida ainda). Mas a camisa até sei de quem a possa emprestar-me.
Estou pois oficialmente a centímetros de conectar tudo e tornar-me então um autêntico folker.
Não estranhem que venha a ganhar aquele estúpido "accent" sulista ou lá-o-que-é-aquilo no meu correntíssimo inglês. "Rightaaa"?


Mas que raio, sou só eu que acho esta cena de outro "mundinho"?!?
Será do Outono?
Fleet Foxes - Tiger Mountain Peasant Song
(clicar aqui primeiro para ouvir a dimensão do que falo)

First Aid Kit - Tiger Mountain Peasant Song (Fleet Foxes cover)
(para visualizar bem o aspecto físico da coisa também)

Sem comentários (2)

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo

Não, não se trata de uma alusão ao espírito Para-Olímpico.

É o simples repor da verdade.
De algumas das fotos mais consagradas e incríveis de sempre.
A seguinte e outras mais. A ver. Aqui.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Porque o Outuno não é quando um gajo quiser

É só mesmo quando dá.
E eu até sou daqueles que gosta da coisa. Sócio honorário, quotas em dia e tal.

"A modos que" andava em pulgas para pôr aqui esta músiquinha. Faltava a companhia perfeita: a ameaça de chuva a pairar no ar, aquela dezena e meia de pingos a escorrer teimosamente pela janela, o barulho da água a tecer novos trilhos por aí fora, o primeiro cheiro a terra molhada (senti-o hoje de manhã lá no parque de estacionamento/selva do hospital) e o arrepio inaugural da época fria "pós" longo período estival. De-li-ci-o-so.

A música já a conhecia (algures na Radar, creio) mas a descoberta do videoclip é da inteira responsabilidade da autora do mais recente cantinho da net que visito assiduamente ("tks").
E quanto a Fleet Foxes, diz-se (eu ainda não ouvi o cd todo em condições) menino para estar na fila da frente quando for a entrega dos prémios de 2008.

E não me venham com coisas, porque este video é de uma harmonia extrema.
Tomem lá então e, quando voltarem aqui, espero que já venham com o raio do chocolate quente na mão.

Fleet Foxes - White Winter Hymnal

The wisdom of old

Ela (Dª Ascensão): Doutor, que idade tem?
Eu: Porquê? (sorriso) Que idade é que me dava a Dª Ascensão?
Ela: 22?
Eu: !!! (inevitável sorriso).
Ela: !!! (inevitável sorriso de um velhinha "demenciado-acamazada" (gomer) que é, por assim dizer, o rei dos sorrisos).
Eu: 24, quase a fazer 25.
Ela: Xiii...é muito novinho.

Umas 2h depois:
Ela: o Doutor não é casado pois não?
Eu: !!! (sorriso inevitável outra vez e pensamento interior do género: p*$%&!, o que é que virá aí agora?!)
Eu: Não. não sou.
Ela: Faz muito bem. Não tenha pressas que é o pior erro que pode fazer.
Eu: !

Sexta-feira "baladeira"

Parto de fim-de-semana ao som de Ryan Adams.
(não confundir com o Bryan homónimo)

Aos momentos deliciosamente solitários.


Ryan Adams - When the stars go blue

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Até que a vista nos doa (10)

Audrey Tautou

Desabafo d´aqui 2

6 anos e tal a estudar Medicina e chegar à conclusão que pouco ou nada sei.

Digamos que sou a pulga que vivia em pleno pêlo do elefante e que após um longo treino para o salto final, descobriu o tamanho da coisa que tem à volta. Duppsss...
"O rato pariu a montanha" ou qualquer coisa do género com a palavra "pariu" também à mistura (!).

Ok, se tiver mesmo de ser, venham outros tantos.

Desabafo d´aqui 1

Ai os gomers, os gomers...

(juro que não há santo diazinho que passe nesta última semana que não me venha esta palavra à mente- assim tipo flashes- uma boa meia dúzia de vezes...).
E o inevitável, saber que um dia também poderei lá chegar.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Demais

Só há pouco tempo é que dei uma hipótese aos Contemporâneos da RTP1.

Nunca vi, continuo a não ver (nem sei se ainda dá) nem tanto por falta de tempo mas sim porque os Gato Fedorento- para manter o mito dos Gato Fedorento- têm de ser insubstituíveis (pelo menos durante uns tempos). E por isso mesmo, julgo ser um erro substituir (ainda que não seja esse o objectivo primordial, dizem) os Gato seja por quem for já. Senão vejamos: o João Pinto também não foi substituído pelo Simão no Benfica do dia para a noite. Demorou o seu pedaço.

Por mais brilhante que seja o formato (nem sei se é o caso), a resistência é inevitável. É a doce tragédia que nos corre nas veias (diz quem lá esteve desde tempos remotos). A saudadinha que é lixada. Custa-nos a esquecer seja o que for, sobretudo se foi bom, muito bom. E por isso, andamos a lamentar a falta e a carpir uns 3472456 dias. E pouco ou mais nada fazemos ou vemos entretanto.

Domingo à noite, também não ajuda lá muito. É verdade.
E um ou outro sketch que vi e que não achei fabuloso, estragou tudo. Rótulo instantâneo: bom mas não é fora de série (e nisto tem de ser mesmo fora de série).
A "cena" do humor é talvez essa: tem de nos apanhar no momento exacto x, bater de frente com a nossa disposição sentimental y, contorná-la, "torcê-la e distorcê-la" (assim como quem enxuga uma t-shirt ensopada) e ressuscitar de nós o sorriso interminável acerca do mais estúpido ou mundano dos assuntos z. Para não falar de outras variáveis. Resumindo: uma autêntica ciência, digna de equações de resolver apenas com recurso à calculadora ciéntífica da Texas Instruments, último modelo.
Mas quando resulta parece a "cena" mais simples do mundo.

Pois bem: com isto...bem, com isto, delirei.
Lá está: simples, bem apanhado e "tá lá tudo" (porque até nem há muito para lá estar).
Ao nível do Gato.
Uns bons minutos de riso.

Será que ainda se lembram de um programa que dava na Sic com os jogadores da Selecção e o seu louco dia-a-dia?
Então vejam por amor de Deus isto.
Deixo para mim um dos melhores:

Contemporâneos - Os inacreditáveis (Ricardo Quaresma)


E mais: Cristiano Ronaldo e Ricardo (sim, inclui gozo integral com a voz do pobre coitado).

Cinema por casa

A actualização das sessões caseiras dos últimos tempos:

The Savages, Tamara Jenkins (2007)


Des Leben der Anderen, Henckel von Donnersmarck (2006)


Quero ser Famosa, Amos Kollek (2003)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cenas que perduram (4)

In the mood for love, Wong War Kai (2000)


Chow Mo-wan: In the old days, if someone had a secret they didn't want to share... you know what they did?
Ah Ping: Have no idea.
Chow Mo-wan: They went up a mountain, found a tree, carved a hole in it, and whispered the secret into the hole. Then they covered it with mud. And leave the secret there forever.
Ah Ping: What a pain! I'd just go to get laid.
Chow Mo-wan: Not everyone's like you.

sábado, 30 de agosto de 2008

Uma foto e uma música

The View - Same Jeans

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Let´s watch the flowers grow

Sempre que sentir, em jeito de balanço da despedida, ter deixado um pouco de mim e "raptado" o pedaço "melhor" dos outros...então, aí assim, sei que ter-se-á cumprido o propósito do nosso encontro.

Travis - Flowers in the window

Para fim de um curto estágio no Puerpério, a música só podia ser esta.
As grávidas/puérperas podem fazer perguntas realmente parvas (!!!) mas quase todas foram naquele momento, sem margem para dúvidas, dos seres humanos mais estupidamente simpáticos e felizes que conheci.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A série: sem comentários (1)

Heath Ledger, The Dark Knight (2008)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

E por falar em Sintra

Era mais isto, então.

Os Pontos Negros - Conto de Fadas de Sintra a Lisboa


Incluída na Colectânea "Novos Talentos Fnac". E ao que já li por aí, num trocadilho "tuga" aos "White Stripes".

A música com que começo as minhas loucas manhãs de trabalho em pleno Agosto. Via Radar.
Simples mas viciante.
De Sintra a Lisboa; afinal o IC19 não é assim tão mau.
Para mim, a música deste Verão.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Deviam chover lágrimas quando o coração pesa muito"

...Well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to a kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the HALLELUJAH...

Snapshots

Praia da Adraga, Sintra

sábado, 23 de agosto de 2008

Cinema fora de casa

The Hottest State, Ethan Hawke (2006)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A doce metafísica dos meus 25

O mais engraçado de viver em 2 cidades diferentes é que, ao fim e ao cabo, já não sabemos em qual das duas nos sentimos mais "estranhos".

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Quem «dança» seus males espanta

Nouvelle Vague, numa grande cover de um orginal de Billy Idol, dos já longínquos 80s (impossível esquecer).

Nouvelle Vague - Dancing with myself


P.S: Um grande vídeo, não fosse o caõzinho que por lá aparece a "coisinha" mais fofa do mundo (ou talvez não).

sábado, 16 de agosto de 2008

Distimia de fim de férias

Tindersticks, só podia.


Tindersticks - Buried Bones



I could take all the craziness out of you
That's what I loved you for
Take away all the oranges, greens and blues
That's what I loved you for
Take a look at me
You think it really could be that easy?
I mean, take a look at me
You think it really could be that easy for you?
I know about guys, I know where they live
And you're just the same
The ones that matter fight against themselves
But it's so hard to change
Hey, I could love you
Take all that love away from you
Hey, I could love you
Put you in this box I've made for two
So you could take all this craziness out of me
That's what you love me for
Well, I don't mean to laugh
But if you know all this
You must be halfway there
Well, like that dress tonight, you won't know as it falls from you
Turn around and it's winter, darling
Look in the mirror and it won't be you
So you're an old, old dog
You've been around the block
So many times
And it's the same old turns
Same old feelings straight down the line
Yeah, I can love you
Grab that leash and drag you to a place you'd never know
I know where my bones are buried
May take me a while, but I'd find my way home

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Poesia fractal


Nuvens não são esferas,
Montanhas não são cones,
Linhas Costeiras não são círculos
e a casca da árvore não é macia,
nem os relâmpagos viajam em linha recta.

Benoit Mandelbrot, The Fractal Geometry of Nature

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A1 Norte

A banda sonora com que começo as minhas férias: MGMT.

Ainda hoje me corre um arrepio pela espinha quando me lembro que troquei o concerto de MGMT por um medíocre concerto dos The National, em pleno Optimus Alive 08.
A fartura tem destas coisas.

E sim, as parecenças de um destes tipos com o Frodo são para mim, mais que evidentes.


MGMT - Time to Pretend (ou Os meninos à volta da fogueira)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

(KO)isas sem sentido (6)

Em letras bem grandes, vê-se o seguinte aviso na embalagem do parassol de alumínio que comprei para o meu carro:

DESTINA-SE, EXCLUSIVAMENTE A SER UTILIZADO COM O VEÍCULO ESTACIONADO.

Haverá mesmo alguma alminha que ande com um parassol em pleno andamento?

É daqueles avisos que nunca me ocorreriam dar a alguém. E para que conste, não me tomo por um indivíduo extremamente incauto.
Fiquei a pensar que deveriam ser "daquelas normas da CE".

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Cenas que perduram (3)

Sideways, Alexander Payne (2004)

Miles Raymond: Let me show you how this is done. First thing, hold the glass up and examine the wine against the light. You're looking for color and clarity. Just, get a sense of it. OK? Uhh, thick? Thin? Watery? Syrupy? OK? Alright. Now, tip it. What you're doing here is checking for color density as it thins out towards the rim. Uhh, that's gonna tell you how old it is, among other things. It's usually more important with reds. OK? Now, stick your nose in it. Don't be shy, really get your nose in there. Mmm... a little citrus... maybe some strawberry...
[smacks lips]

Miles Raymond: ... passion fruit...
[puts hand up to ear]
Miles Raymond: ... and, oh, there's just like the faintest soupçon of like asparagus and just a flutter of a, like a, nutty Edam cheese...
Jack: Wow. Strawberries, yeah! Strawberries. Not the cheese...

sábado, 2 de agosto de 2008

Partituras

Enquanto as pessoas são novas e as partituras musicais das suas vidas ainda só vão nos primeiros compassos, podem compô-las em conjunto e até trocarem temas (como Tomas e Sabina trocaram o tema do chapéu de coco). Porém, quando se conhecem numa idade mais madura, as suas partituras musicais já estão mais ou menos acabadas e cada palavra, cada objecto, tem um significado diferente na partitura de cada uma.

in A insustentável leveza do ser, Milan Kundera

quinta-feira, 31 de julho de 2008

É...

...hoje deu-me para ser repetitivo. Mais que o habitual.
Apostar na "prata da casa", nos "mais batidinhos". "Jogo seguro", "passe curto", que é altura de descanso. E por falar nisso, parece que amanhã joga o Benfica (ainda a "feijones") e a coisa ainda não está lá grande coisa -que é como quem diz simpaticamente- ainda não está nada.

Eis que senão: a menina Feist. Again. And again.
O passo seguinte é o play. (Força! Não sejam tímidos!)

"Óhhh!Daqui!!!"
(enquanto faço aquele gesto de bater 3 vezes com a mão direita no pré-córdio.
Ou não fosse a menina dizer que tem um "Secret heart".)


Leslie Feist - Secret Heart


- A. L. A. -

O mesmo de sempre.
Lobo Antunes, e de novo a sua crónica na Visão.
Juro que um dia, em eu pegando "numó-nôtra" que guardo com mais carinho, ainda as mando encaixilhar.


As mulheres têm fios desligados

Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem
perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti está em mim
o que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
de
- Não quero mais
chegam cm discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações no género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui livrar da chata
- Custou mas foi
- Amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar
(chichi, sede, fome, a janela de se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no ronhonhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
- Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro gaja e vai pagá-las, dispostos apartes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- o problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio, de Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável, a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não esta em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor que eu
levou como resposta
Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto e, estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhes. Pode ser que façam falta. Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me. Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas a uma árvore a sorrir-me.

(KO)isas sem sentido (5)

Os pré-requisitos para ser revisor da CP. Quais são mesmo?
(É daquelas coisas que sempre, mas mesmo sempre, me fez confusão.)

"Simples" memória visual?
Pastilhas efervescentes de Gingko para a memória? Não creio.
Ainda não percebi como se consegue "passar a pente fino" um comboio de uma ponta a outra, sem hesitar.
Ou não fosse rara a vez que vejo o tipo a pedir 2 vezes à mesma pessoa pelo bilhete.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Snapshots

Foz do Arelho.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Até que a vista nos doa (9)

Diane Fleri

(Na sequência lógica de quem seguiu o conselho do post anterior.)

Cinema fora de casa

Mio fratello è figlio unico (porque em italiano soa sempre melhor...)
O meu irmão é filho único
Daniele Luchetti (2007)


"Fazei" um favor a "vós" próprios e "ide" ver este fantástico filme.
A casa não só aconselha, como vai com toda a certeza adquirir o distinto dvd aquando do seu lançamento.

A labilidade e fragilidade dos ideais a contrastar com a constância dos princípios.
O direito constante à indignação.
E a possibilidade de, tal como na vida, as coisas nem sempre correrem como docemente imaginamos.

domingo, 20 de julho de 2008

In my secret life, Mr. Cohen


Passeio Marítimo de Algés, 19/07/08.

Tenho a vaga lembrança de tempos em que até nem gostava lá muito de Leonard Cohen.
Parece que até me lembro de outros em que já gostava um pouco mais de Cohen (em parte graças à música de Jeff Buckley).
Lembro-me bem de não há muito tempo ter começado a gostar assim desenfreadamente de Leonard Cohen (em si única e exclusivamente pelo próprio). Se lembro.
Mas sei que hei de sempre lembrar-me que o vi ontem em Algés.


É que tem os dias em que penso que o verdadeiro segredo da vida talvez esteja mesmo algures no imperceptível continuum que vai do crescimento atribulado da juventude ao envelhecer harmonioso da idade (the wisdom of old). Tudo em seu tempo, tudo com os seus desafios e oportunidades. Sem pressas, sem demoras.

...e é ver que tão ou mais genial do um miúdo a brincar ao "e agora eu era o presidente cá do sítio e mandava nisto tudo e fazia o que bem entendia"...é um tipo de 70 anos, ao seu ritmo e à sua maneira, com o que resta das suas faculdades e consciente das suas inevitáveis limitações (mas na posse das suas sabedorias de vida), a divertir-se e a fascinar outros.



Leonard Cohen - In my secret life

I saw you this morning.
You were moving so fast.
Can't seem to loosen my grip
On the past.
And I miss you so much
There's no one in sight.
And we're still making love
In my secret life...

I smile when I'm angry.
I cheat and I lie.
I do what I have to do
To get by.
But I know what is wrong.
And I know what is right.
And I'd die for the truth
In my secret life...

Hold on, hold on, my brother.
My sister, hold on tight.
I finally got my orders.
I'll be marching through the morning,
Marching through the night,
Moving cross the borders
Of my secret life...

Looked through the paper.
Makes you want to cry.
Nobody cares if the people
Live or die.
And the dealer wants you thinking
That it's either black or white.
Thank God it's not that simple
In my secret life...

I bite my lip.
I buy what I'm told:
From the latest hit,
To the wisdom of old.
But I'm always alone.
And my heart is like ice.
And it's crowded and cold
In my secret life...

(KO)isas (com) sentido (5)

Há uns dias passei por um café de bairro que se chamava: "A Vida".

Aposto que se vende muito mais do que uma simples bica e pastel de nata.

Cinema fora de casa

Com não sei quantos meses de atraso, eu sei.
Mas vi.
E sim: o preto e branco fica do caraças e o tipo que faz de Ian Curtis faz grande papel sim senhor.

sábado, 19 de julho de 2008

(KO)isas sem sentido (5)

Ficar sem pc uma semana. É, por assim dizer, o pseudo-acidente vascular transitório (AIT) do novo século. O ridículo da dependência a que chegámos.

Cheguei a pensar o que deve custar a dependência da nicotina. Felizmente que a web não provoca cancro do pulmão ainda, caso contrário, pensaria mesmo em matar o bicho de vez.
Pior ainda: a factura que paguei pelos "trombolíticos" para pôr as "veias de comunicação" do menino limpinhas again (ainda por cima num "boteco" em plena grande superfície comercial de seu nome- aqui é que está a graça da coisa- Pc Clinic).

O diagnóstico: totalmente "entupido", ou não fossem os 28 vírus e não sei quantos spywares. Sempre achei ridícula a cena dos vírus (do velhinho e mítico barrotes- terror da minha adolescência, dos cavalos de tróia, trojans e não-sei-mais-quê...ao menos que lhes dessem nomes que realmente mete medo. Por exemplo, varíola mete medo, HIV também e são nomes de vírus. Isso sim).
Agora que me tocou bem de perto (e que bem tocou...acho que me acertou na carteira), então nem falo do quanto os acho ridículos mesmo. Talvez a informática fosse mesmo perfeita se não existissem estas tretas que minassem o pc volta e meia (ainda estou para conhecer o indivíduo que, em usando minimamente a web, não tenha de formatar o seu disco no mínimo de 4 em 4 anos).
Desta feita, foi eu o contemplado. Bingo!!!
(Será que se ganha mais alguma coisa pela linha completa?).


Obrigadinho, spams, spies e não-sei-quê-mais wares. Pelo menos, permitiram-me ver que ainda há mesmo vida além daquela 1h30-2h de net por dia (no mínimo). Sempre deu para redescobrir outras coisas que fazer.

E no final, trazer o convalescente para casa (cuidadinho com ele que a terapêutica foi muiiii cara e esteve mesmo mais para lá do que para cá), ligar a net e abrir sequiosamente a caixa de e-mail, apesar de 75% das novas serem spam. O mesmo que lixou tudo. De novo: ridículo. Como se muito coisa se tivesse passado (e que a falta de internet não me permitisse tomar conhecimento) durante o período da escuridão.


E o pior de tudo: no pacote de limpeza, a assinatura de um antí-virus de seu nome Kasparov, Kasposvsky ou lá o que é (Kaspersky, agora que vejo aqui ao lado). Não é que não meta medo a ninguém, mas lá que não inspira muita confiança, lá isso não.

Onde vamos nós parar?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Vícios da urbe

Decidi começar esta colecção
(vá, em boa verdade, há muito que já a namorava).
Não que me preocupe a inevitabilidade da morte patente no título, mas sim a ideia de lá chegar sem a devida embalagem ou mesmo com um rótulo de "frágil".
É, por assim dizer, a "menina dos meus olhos" por estes dias e das estantes que orgulhosamente edifico.
Estes 2 (por 20€ cada) já cá moram:


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Até que a vista nos doa (8)/Cenas que perduram (3)

Porque das loiras há sempre uma excepção.

Kirsten Dunst, Marie Antoinette, Sofia Coppola (2006)

E a inevitável banda sonora. The Strokes.
Como se fosse preciso dizer mais alguma coisa.

E podia eu pedir melhor guia?


Fernando Pessoa, ele mesmo.

E assim prossigo a minha descoberta da cidade. Da Lisboa de 1925 em pleno ano de 2008. Da Lisboa de sempre. Pelas palavras do poeta. Divinal. Tou assim como quem diz: rendido a esta relíquia.
Por 9,33€ na Byblos Amoreiras. É meu e não dou a ninguém.