sábado, 23 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
A doce metafísica dos meus 25
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Quem «dança» seus males espanta
Nouvelle Vague - Dancing with myself
P.S: Um grande vídeo, não fosse o caõzinho que por lá aparece a "coisinha" mais fofa do mundo (ou talvez não).
sábado, 16 de agosto de 2008
Distimia de fim de férias

I could take all the craziness out of you
That's what I loved you for
Take away all the oranges, greens and blues
That's what I loved you for
Take a look at me
You think it really could be that easy?
I mean, take a look at me
You think it really could be that easy for you?
I know about guys, I know where they live
And you're just the same
The ones that matter fight against themselves
But it's so hard to change
Hey, I could love you
Take all that love away from you
Hey, I could love you
Put you in this box I've made for two
So you could take all this craziness out of me
That's what you love me for
Well, I don't mean to laugh
But if you know all this
You must be halfway there
Well, like that dress tonight, you won't know as it falls from you
Turn around and it's winter, darling
Look in the mirror and it won't be you
So you're an old, old dog
You've been around the block
So many times
And it's the same old turns
Same old feelings straight down the line
Yeah, I can love you
Grab that leash and drag you to a place you'd never know
I know where my bones are buried
May take me a while, but I'd find my way home
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Poesia fractal

sexta-feira, 8 de agosto de 2008
A1 Norte
Ainda hoje me corre um arrepio pela espinha quando me lembro que troquei o concerto de MGMT por um medíocre concerto dos The National, em pleno Optimus Alive 08.
E sim, as parecenças de um destes tipos com o Frodo são para mim, mais que evidentes.
MGMT - Time to Pretend (ou Os meninos à volta da fogueira)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
(KO)isas sem sentido (6)
DESTINA-SE, EXCLUSIVAMENTE A SER UTILIZADO COM O VEÍCULO ESTACIONADO.
Haverá mesmo alguma alminha que ande com um parassol em pleno andamento?
É daqueles avisos que nunca me ocorreriam dar a alguém. E para que conste, não me tomo por um indivíduo extremamente incauto.
Fiquei a pensar que deveriam ser "daquelas normas da CE".
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Cenas que perduram (3)
Miles Raymond: Let me show you how this is done. First thing, hold the glass up and examine the wine against the light. You're looking for color and clarity. Just, get a sense of it. OK? Uhh, thick? Thin? Watery? Syrupy? OK? Alright. Now, tip it. What you're doing here is checking for color density as it thins out towards the rim. Uhh, that's gonna tell you how old it is, among other things. It's usually more important with reds. OK? Now, stick your nose in it. Don't be shy, really get your nose in there. Mmm... a little citrus... maybe some strawberry...
[smacks lips]
Miles Raymond: ... passion fruit...
[puts hand up to ear]
Miles Raymond: ... and, oh, there's just like the faintest soupçon of like asparagus and just a flutter of a, like a, nutty Edam cheese...
Jack: Wow. Strawberries, yeah! Strawberries. Not the cheese...
sábado, 2 de agosto de 2008
Partituras
in A insustentável leveza do ser, Milan Kundera
quinta-feira, 31 de julho de 2008
É...
Apostar na "prata da casa", nos "mais batidinhos". "Jogo seguro", "passe curto", que é altura de descanso. E por falar nisso, parece que amanhã joga o Benfica (ainda a "feijones") e a coisa ainda não está lá grande coisa -que é como quem diz simpaticamente- ainda não está nada.
Eis que senão: a menina Feist. Again. And again.
O passo seguinte é o play. (Força! Não sejam tímidos!)
"Óhhh!Daqui!!!"
(enquanto faço aquele gesto de bater 3 vezes com a mão direita no pré-córdio.
Ou não fosse a menina dizer que tem um "Secret heart".)
Leslie Feist - Secret Heart
- A. L. A. -
Lobo Antunes, e de novo a sua crónica na Visão.
Juro que um dia, em eu pegando "numó-nôtra" que guardo com mais carinho, ainda as mando encaixilhar.
As mulheres têm fios desligados
Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem
perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti está em mim
o que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
de
- Não quero mais
chegam cm discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações no género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui livrar da chata
- Custou mas foi
- Amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar
(chichi, sede, fome, a janela de se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no ronhonhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
- Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro gaja e vai pagá-las, dispostos apartes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- o problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio, de Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável, a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não esta em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor que eu
levou como resposta
Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto e, estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhes. Pode ser que façam falta. Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me. Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas a uma árvore a sorrir-me.
(KO)isas sem sentido (5)
"Simples" memória visual?
segunda-feira, 28 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Cinema fora de casa
"Fazei" um favor a "vós" próprios e "ide" ver este fantástico filme.
domingo, 20 de julho de 2008
In my secret life, Mr. Cohen

Tenho a vaga lembrança de tempos em que até nem gostava lá muito de Leonard Cohen.
Parece que até me lembro de outros em que já gostava um pouco mais de Cohen (em parte graças à música de Jeff Buckley).
Lembro-me bem de não há muito tempo ter começado a gostar assim desenfreadamente de Leonard Cohen (em si única e exclusivamente pelo próprio). Se lembro.
Mas sei que hei de sempre lembrar-me que o vi ontem em Algés.
É que tem os dias em que penso que o verdadeiro segredo da vida talvez esteja mesmo algures no imperceptível continuum que vai do crescimento atribulado da juventude ao envelhecer harmonioso da idade (the wisdom of old). Tudo em seu tempo, tudo com os seus desafios e oportunidades. Sem pressas, sem demoras.
I saw you this morning.
You were moving so fast.
Can't seem to loosen my grip
On the past.
And I miss you so much
There's no one in sight.
And we're still making love
In my secret life...
I smile when I'm angry.
I cheat and I lie.
I do what I have to do
To get by.
But I know what is wrong.
And I know what is right.
And I'd die for the truth
In my secret life...
Hold on, hold on, my brother.
My sister, hold on tight.
I finally got my orders.
I'll be marching through the morning,
Marching through the night,
Moving cross the borders
Of my secret life...
Looked through the paper.
Makes you want to cry.
Nobody cares if the people
Live or die.
And the dealer wants you thinking
That it's either black or white.
Thank God it's not that simple
In my secret life...
I bite my lip.
I buy what I'm told:
From the latest hit,
To the wisdom of old.
But I'm always alone.
And my heart is like ice.
And it's crowded and cold
In my secret life...
(KO)isas (com) sentido (5)
Aposto que se vende muito mais do que uma simples bica e pastel de nata.
Cinema fora de casa
sábado, 19 de julho de 2008
(KO)isas sem sentido (5)
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Vícios da urbe

quinta-feira, 3 de julho de 2008
E podia eu pedir melhor guia?
domingo, 29 de junho de 2008
(KO)isas (com) sentido (5)
Hoje passei pelo dr harry.
sábado, 28 de junho de 2008
Cinema por casa
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Dia de malas
Aceitam-se sugestões.
Fiona Apple - Paper bag
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Absolutely Cohen
Leonard Cohen
D.I.M.s 2
terça-feira, 24 de junho de 2008
D.I.M.s 1
Por motivos profissionais, a convivência com os ditos delegados de informação médica (D.I.M.s) atingiu nos últimos tempos o auge dos auges. Quotidiana quase.
E eu, soldado raso (bem raso) na matéria, acabadinho de chegar das sebentas de Farmacologia- cujas listas de princípios activos eram empinadas à pressa e estupidamente nas vésperas- petrifico-me perante a minha estupidez avassaladora (houve até quem já me catalogou de "o farmacêutico"). Onde pára o meu 14 ou 15- senão me falha a memória, na dita cadeirona? vá-se lá saber (...saber de faculdade, será mesmo sempre assim?). Como se tudo aquilo que eu tivesse apre(e)ndido de nada me servisse. Rigorosamente nada. Única e simplesmente me capacita dessa mais-valia que é sentir-me ainda mais estúpido só. Um obrigadinho então aqui da minha parte pelo tempo perdido.
Mas digamos que causam em mim simplesmente o misto do que sinto quando o revisor então me pergunta pelo bilhete, a sórdida e dolorosa recordação das amargorosas listagens de fármacos da última hora e a minha rudimentar técnica de sorriso amarelo. E quanto a estes dois últimos, não lhes perdoo.
domingo, 22 de junho de 2008
Cenas que perduram (2)
Michael: Do I look like I'm having a crisis?
Kim: Everyone I know is having a crisis. I know you're not supposed to get them until midlife but I think something's happening to our metabolism.
Michael: Our metabolism?
Kim: [nods] Yeah, I mean the world is moving so fast now, we are all chasing something so fast that we start freaking out long before our parents did. Feel my heart.
[puts his hand in her chest]
Kim: Feel how fast it is?
Michael: ...that's a fast heart.
Kim: ‘Cause we don't ever stop to breathe anymore...
[takes his hand off her chest]
Kim: You gotta remember to breathe or you'll die.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
É uma destas então para esta mesa!
The Divine Comedy - The perfect lovesong
O "bode respiratório"
Ricardo, Portugal-Alemanha 19/06/08, Euro2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Feist, Aula Magna, 11/06/08
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Publicitando músicas
Andava por aqui a arranhar a cóclea, havia uns dias valentes já.
Quando eu menos esperava, uma voz feminina rouca "chateava-me" por ser tão inquietante quanto bela. Gotcha u.
Brandi Carlile - The Story
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you
You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
terça-feira, 10 de junho de 2008
2:24 am
São 2 e picos da matina e eu estou efectivamente aqui, sentado à frente do portátil, vagueando por uma meia dúzia de sítios/blogs habituais, de phones coladinhos aos pavilhões auriculares, a degustar cada pedacinho deste tipo: Bon Iver. Andava aqui há uns tempos na pasta do "a ouvir urgentemente", foi promovido ao leitor de mp3 na semana passada e atingiu o topo hoje.
Bon Iver - Skynny Love
sexta-feira, 6 de junho de 2008
E lá vamos nós outra vez
Ao que parece está tudo pronto: a TV do café da esquina até já tem SporTv legal (imagine-se), as barraquinhas de finos já estão por aí espalhadas e já se veêm bandeiras contrafaccionadas com o vermelho bem à esquerda. A SIC e a TVi já nos deram a vasculhar a vida do Cristiano Ronaldo (e restantes), já lhe vimos a cor dos azulejos da casa-de-banho e até já sabemos qual o prato favorito dele. Sim, ao que parece, bacalhau à braz. Sim, bacalhau à braz. E ao que parece também, isto faz dele um exímio conhecedor e amante de peixe. Com uma subtil explicação: nasceu numa ilha rodeada de mar. Se ao menos fosse um cherne grelhado com molho de tártaro ou lombinhos de garoupa com molho de estragão...enfim. Pus-me a pensar qual será o prato favorito do Hélder Postiga, como é sabido, filho de pescadores da Póvoa. Confesso que vou indagar. Filetes de pescada Pescanova ou douradinhos Capitão Iglo? Gostos não se discutem mas rótulos talvez. Humildade q.b., dedicação e concentração sem fim, algum sofrimento (epá...isto sem sofrermos um pedaço torna-se um Domingo de passeio e para isso não preciso de ligar a TV) um pedaçito de sorte e lá mais para o fim, uma ou outra loucura saudável. Assim, sim.
terça-feira, 3 de junho de 2008
11

Jeff Buckley - The sky is a landfill
Circle around the park, joining hands in silence
Watch the evil black the sky
The storm has ripped the shelter of illusion from our brow
This power is no mistery to us now.
Leave your spirit genocide, the cancer you won't
remove.
We cast our funeral rose inside and bury the need to prove.
Our mutilation is to gain from the system.
Turn your head away from the screen, oh people,
It will tell you nothing more.
Don't suck the milk of flaccid Bill K. Puclic's empty promise
To the people that the public can ignore.
This way of life is so devised tu snuff out
the mind that moves,
Moving with grace the men despise,
and women have learned to lose.
Throw off your shame of being slave to the system.
I see you take another drag,
one more lost soul to raise your flag.
The sky is a landfill!
I see you take another drag,
Let's see you take another drag.
You like to dance to the rolling head of the adultress,
You sing in praise of suicide. We know you're useless,
Like cops at the scene of the crime,
With your steroids and your feedbag and your stable
and your trainer,
I got a mail bomb for you, Mr Strong Arm.
Throw out the stones from all the cemetery homes,
For the violence of a nation gone by,
Or the politics of weakness and the garbage dump of souls
That will now black the sky.
Their yellow haze and crwods of eyes
will plug up the mind that moves,
Moving with grace the men despise,
and women have learned to lose.
We'll share our bodies in disdain for the system.
I see you take another drag,
Our nation bends to kiss the hag.
The sky is a landfill.
I see you take another drag, I see you take another drag.
I have no fear of this machine!
domingo, 1 de junho de 2008
Filhos da droga
Ainda assim, a melhor descrição que li do concerto é sem dúvida esta do Bruno Nogueira: "imaginem um desastre na A1 entre um autocarro com uma excursão de idosos e um Fiat Punto de um emigrante na Suíça". É: diz tudo mesmo. Com a diferença do acidente na A1 ser "à pala" (bem..."à pala" não é bem o termo mais correcto- nota colocada a posteriori).
Como se fosse preciso, uma breve ideia da "menina linda"-da-coca/crack/vá-se-lá-saber-mais-do-quê ou o desperdício da coisa em qualquer coisa como 3 minutos.
Mais "um chuto" e rebentas. Temos pena. Muita mesmo.
sábado, 31 de maio de 2008
"sic"
Assaltaram-me o carro. Deixaram o auto-rádio onde estava, desdenharam a minha carteira, mal escondida no porta-luvas e não tocaram no GPS. Levaram-me só os sete litros e meio de gasóleo que tinha no depósito.
A gatunagem apanhou-me, amigo leitor. Assaltaram-me o carro. E eram profissionais, os bandidos: deixaram o auto-rádio onde estava, desdenharam a minha carteira, mal escondida no porta-luvas, e não tocaram no GPS.
Levaram-me só os sete litros e meio de gasóleo que tinha no depósito. Espertalhões. Isto da carestia dos combustíveis também tinha de ter os seus inconvenientes.
Felizmente, as vantagens são inúmeras: há menos engarrafamentos, menos acidentes na estrada e menos carjacking. Com a gasolina a este preço, nenhum bandido no seu juízo perfeito rouba um carro. É meter-se em despesas. Por cada três Multibancos que assalta, dois são para pagar a gasolina necessária para as deslocações. É evidente que não compensa.
Mesmo assim, não faz sentido dizer que a vida está difícil, porque a verdade é que a morte está ainda pior. O Governo tem tudo previsto. Se o primeiro-ministro nos faz a vida negra, façamos-lhe a justiça de reconhecer que também nos torna a morte quase impossível. O suicídio, hoje em dia, está praticamente fora de hipótese. A imolação pelo fogo, tão popular no Médio Oriente, é-nos vedada pelo preço da gasolina. A escassez de sobreiros faz do enforcamento uma impossibilidade técnica. Comprimidos, nem pensar: as farmacêuticas vão-nos ao bolso. Apostar no cancro do pulmão é arriscado, porque quase não se pode fumar em lado nenhum. E as intoxicações alimentares são cada vez mais custosas, que a ASAE não dorme. A única hipótese é morrer de tédio, na fila para abastecer o carro nas bombas que vendem gasolina dois ou três cêntimos mais barata.
O que eu lamento, sobretudo, é a sorte daquela gente que tem o hábito de meter um valor de gasolina, e não uma quantidade. O leitor sabe como é: em vez de meterem 10 litros de combustível, estão habituados a ir à bomba meter 10 euros. Coitados. De há dois ou três anos a esta parte, tiveram uma surpresa. Em 2005, metiam 10 litros, e hoje metem uma colher de sopa. Dantes, enchiam o depósito com a mangueira, e agora abastecem com a colherzinha dos medicamentos.
Actualmente, é possível começar a encher o depósito e o preço do combustível aumentar duas ou três vezes enquanto se abastece. Uma pessoa pensa que tem dinheiro para atestar e no fim verifica que afinal tem de vender o carro para pagar a conta da gasolina. É possível, aliás, que o barril de crude tenha batido sete novos recordes desde que o leitor começou a ler isto. O melhor é ir encher o depósito antes que as estações de serviço comecem a vender gasolina em frasquinhos de perfume. Não deve faltar muito.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Até que a vista nos doa (7)
Aline MoraisResta-me então olhar para o ecrã e decorar umas tantas caras que valem a pena.
Como esta, de seu nome (e pelo que me foi sabiamente transmitido): Aline Morais.
Cá para nós (esta é, de facto, uma private joke): não será esta senhora a dona de uma falangeta do 2ºdedo da mão direita tão pesada capaz de nos despertar do sono, qualquer coisa como às 6h45? Who knows...? é que julgo que a menina Cat, por mais que quisesse e tentasse, não daria com o sítio, ou não fosse ela desorientada por Natureza. Já esta Aline, dizem que foi boa aluna a Geografia e que até faz "multi-caches" nos tempos livres com o seu GPS.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Sim...
Vampire Weekend - Oxford Comma
terça-feira, 27 de maio de 2008
Cat Power, Coliseu 26.05.08 (e as minhas ilações)
2. Que lá bem de cima não se vê/ouve grande coisa, é verdade infelizmente.
3. Que já lá por baixo parece que concerto foi do caneco, é uma verdade maior ainda (e não me venham com paleios que eu bem vi os malandros lá em baixo sentadinhos a curtir).
4. Que tive pena de não estar também sentadinho na primeira fila, confesso que tive. Que teve momentos em que chegou a roçar a inveja saudável, sim teve.
5. Que mesmo com aquela distância e ressonância toda à mistura lá por cima, a dança descomprometida, desengonçada mas com muito estilo e extremamente sensual de Cat Power, nos faz ficar uns bons minutos absortos, é um facto. Deixou mesmo já de ser uma verdade só, há muito.
6. Que vozes de veludo chegam ao céu não sei ainda, mas vos garanto que (ainda que não nas melhores condições) ao quase-tecto do Coliseu chegam, lá isso chegam.
7. Que 98% da plateia masculina (e heterossexual) desejou levar Cat Power para casa, também é um facto.
8. Que eu saiba ninguém a levou (muito menos eu), é uma verdade (triste no meu caso).
9. Que era menino para a "esposar", lá isso era.
10. Que nunca tinha visto uma despedida que durasse 10 min, é verdade sim senhor, nunca tinha visto não. Havia mesmo malta que não queria sair de lá sem um abracinho, desconfio. Que mais de metade deles não eram gajas, disso também ninguém me convence do contrário. Oportunistas, como vos entendo.
11. Que se ela voltar cá não cometo o mesmo erro, é verdade sim senhor, e a isso se chama inteligência (ou aprender com os nossos erros, if you want).
12. Ahh...que a menina estava sóbria (ou pelo menos fingia bem), é uma verdade a assinalar também.
Que venha Feist, então.
(e Cat Power de novo se puder ser, desta feita num lugarzinho de jeito, também.)
Fica aqui Metal Heart (em pleno Coliseu e a versão do albúm), um single re-editado no último albúm de covers Jukebox e, quanto a mim, uma das músicas mais poderosas de Chan Marshall (Cat Power).
Metal Heart - Cat Power
Losing the star without a sky
Losing the reasons why
You're losing the calling that you've been faking
And I'm not kidding
It's damned if you don't
And it's damned if you do
Be true cause they'll lock you up
In a sad sad zoo
Oh hidy hidy hidy what cha tryin to prove
By hidy hidy hiding you're not worth a thing
Sew your fortunes on a string
And hold them up to light
Blue smoke will take
A very violent flight
And you will be changed
And everything
And you will be in a very sad sad zoo.
I once was lost but now I'm found was blind
But now I see you
How selfish of you to believe
In the meaning of all the bad dreaming
Metal heart you're not hiding
Metal heart you're not worth a thing
Metal heart you're not hiding
Metal heart you're not worth a thing
segunda-feira, 26 de maio de 2008
De profundis
in De Profundis, Valsa Lenta, José Cardoso Pires
O impressionante relato de um AVC na primeira pessoa.
Das minhas memórias vintãs

Era dos primeiros (senão mesmo o primeiro a sério, depois do adiar polémico) dia da Feira do Livro (78ª, ao que parece). Ainda se desfaziam as primeiras embalagens do dia e víamos-nos obrigados a contornar alguns caixotes de cartão, repletos de livros no interior. E o cheiro dos livros (sim, os livros têm cheiro e não me venham com histórias de delírios sensoriais...). Um cheiro que pairando no ar livre tem outro gosto. Se tem. E naquele serpentear barracas fora, não consegui travar memórias (já longínquas quando enquadradas na minha vintena e uns trocos mais de existência) dessas mesmas barraquinhas plantadas à beira rio, na outrora efeméride que era também a Feira do Livro de Coimbra, em pleno Parque da Cidade. Tinha outro gosto, se tinha, aquelas barraquinhas (curioso- disseste-me tu isto noutro dia também, não foi?). Hoje, tão "sem-saborona", entediosa. Uma tristeza.
Aqui por Lisboa, ainda se lhe guarda um pouco desse encanto (te garanto), quiçá feito segredo nessa disposição geométrica das barraquinhas, no local (não sei ao certo mais em quê mas aquelas esplanadas para o café também têm o seu quê). Ainda que já não seja a mesma também, disse-me quem por cá anda há algum.
Sinais dos tempos, das Fnacs, das livrarias sem fim, megastores de livros, cds e dvds tornadas feiras "fabulásticas" todos os dias (das quais também eu sou imenso apreciador e assíduo frequentador). Mas admito que em nada, mas mesmo em nada, o conforto da oferta constante, supera a satisfação da procura desenfreada, satisfeita então apenas numa dezena de dias do ano. Com todo aquele enquadramento, capaz de me levar a outros sítios, uns bons anos atrás. É, no mínimo dos mínimos, mesmo nos dias que correm, uma iniciativa que urge em revitalizar, por ser tão só (e pelo menos), a mais agradável e saudável de todas, no que diz respeito ao incentivo da leitura entre nós.
sábado, 24 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
I love the sound of you walking away
[...não me tivessem chegado certas "reclamações" por baixo da porta- às vezes um tipo esquece-se que ainda há quem venha regularmente cá.]
É que ando sem pachorra para escrever muito e poucas coisas interessantes tenho para mostrar/dizer. Perdoem-me o ócio. Só pode piorar e não se auguram (pelo menos num futuro imediato) melhoras sigificativas.
No entretanto, levem lá com mais uma músiquinha, oferta mui querida da casa (escusam de agradecer). Esta recordada aos meus ouvidos um dia destes, numa das urgências nocturnas de Cirurgia do HSM, através dessa mítica companhia que é um rádio sintonizado na Radar noite fora (e que companhia, aconselho vivamente a quem sofra de insónias e bom gosto musical). E uma imagem até que interessante: 3 internos (moi um deles, os outros 2 mais velhos mas todos nós nos vinte e poucos), a cantarolar/assobiar este refrão, enquanto se suturava mais um desgraçado (mas com carinho porque se há músicas que deixam um tipo bem-disposto esta é, por certo, uma delas). Ora vejam lá.
domingo, 18 de maio de 2008
Sometimes it hurts
Mas a chuva ainda teima em embalar ao sabor deste dueto Sometimes it hurts, um single de 2003.
Tindersticks - Sometimes it hurts
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Redemption song
Old pirates, yes, they rob I
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottom less pit.
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty.
We forward in this generation
Triumphantly.
Won't you help to sing
these songs of freedom
'Cause all I ever have:
Redemption songs
Redemption songs
Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look
Oh! Some say it's just a part of it:
We've got to fulfill the book.
Won't you help to sing
these songs of freedom
'Cause all I ever have:
Redemption songs
Redemption songs
Redemption songs
Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our mind.
Wo! Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them-a can-a stop-a-the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it:
We've got to fulfill the book.
Won't you help to sing
These songs of freedom?
'Cause all I ever had:
Redemption songs
All I ever had:
Redemption songs:
These songs of freedom,
Songs of freedom.
terça-feira, 13 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Acerca dos contadores de estórias
O que é uma boa explicação senão uma daquelas histórias fantásticas (muitas vezes bem simples, até) com algum sentido para nós?
Mas a mais recente delícia que adicionei ao reportório foi esta, acerca da importância do repouso na terapêutica da tuberculose, doença infecciosa, então temível (e nalguns casos ainda temível) entre nós:
...Antes da estreptomicina a tuberculose era uma doença terrível, no sentido literal do termo. Na tuberculose pulmonar há que distinguir as formas "instaladas" de lesões crónicas fibro-caseosas escavadas- cuja solução era a lobectomia ou mesmo a pneumectomia quando unilaterais e sem solução quando bilaterais- e as formas iniciais de infiltrado precoce escavado ou não, mas eventualmente curáveis pelo colapso do pneumotoráx ou pneumoperitoneu em cerca de dois anos ou mesmo, quando incipientes, pelo rigoroso repouso acamado. Recordo a minha explicação ao doente: pegava-lhe na mão e virava o dorso para cima e dizia: "imagine que tem um golpe nesta pele a querer cicatrizar mas que tem de repuxar a pele permanentemente cerca de 16 vezes por minuto (e exemplificava, repuxando um pouco a pele 2 ou 3 vezes...). Se o repuxão for pequeno ainda é possível que faça cicatriz mas, se ele for grande e, pior ainda, mais de 16 vezes por minuto, é certo e garantido que nunca mais cura. Ora é isto mesmo que acontece no seu pulmão. Ele tem uma lesão tuberculosa com uma pequena cavidade que pode e deve fechar e cicatrizar, mas, para isso, é preciso que a respiração seja lenta e suave. Basta um suspiro fundo para rasgar a cicatriz que estiver a começar. Tem, pois, que estar em repouso absoluto, sem respirar fundo as 16 respirações por minuto que fazemos em repouso. Deita-se e só muda de posição quando for mesmo necessário. Pode ouvir telefonia mas, se gosta de futebol, está proibido de o ouvir pois vai emocionar-se, suspirar e rasgar as cicatrizações que estiver a fazer..."...
in Relance sobre a História da Medicina Contemporânea, Pedro Eurico Lisboa
domingo, 11 de maio de 2008
Delícias
Sempre gostei dos contrastes.
Chamem-me egoísta mas, entre a côdea e o miolo da broa, não abdico de nenhum deles.
























