segunda-feira, 29 de junho de 2009

Deep blue memories

Um vídeo que retrata bem os Verões da minha infância.
E arrisco eu, de outras tantas.
(sei pelo menos de "uns bons 5 dedos" delas, talvez).


Dos cheiros, do cansaço feliz que só os olhos (nos) sabem carregar, da sensação única de pisar o chão de um terraço solarengo, tudo isto em pleno calor sufocante do Verão passado no interior.
Creio até que as saudades- foram elas as primeiras a aprender a nadar. Espertas, trataram-se bem.
E tudo mais vindo a nú num simples mergulho em águas que outrora pareciam tão fundas.
Na leviandade de umas férias de Verão, de uma infância, de um sopro de vento quente, na ligeireza de um assobio.
É isso mesmo: inesquecível.

Por aí

O mundo é um livro e quem não viaja arrisca-se a conhecer uma só página.

sábado, 20 de junho de 2009

Uma imagem e uma música

(imagem retirada da net)

É, eu não vou...

...vou antes ficar a ver a novela sossegadinho.
(gosto pouco de confusões e parece que no dia a seguir há banco...)

Jens Lekman, 17 Julho 2009, Salão Brazil, Coimbra
(isto escrito com orgulho!)



Dizem que vai meter meninas indie de franja, dancinhas em bicos de pés, finos e sorrisos.
Coisa pouca, portanto.

No brain, no pain.

The world´s best academical lectures:
http://academicearth.org

Shelly Kagan - Philosophy of life and death

Pelas noites...



How I love to fly a kite
In the middle of the night
Dear god, make me a bird
So I can fly away,
And finally the ghost
Sleeps in it's grave


Gregory Page, The ghost with sad eyes

«Saturday sun came without warning, so no-one knew what to do...»

(imagem retirada da net)

Saturday Sun, Nick Drake

%$#"&%# !!!

A propósito da espetacular agenda de filmes nos cinemas de Coimbra...

E que tal uma sala de cinema alternativo ali no nostálgico Cine-teatro Avenida?

(o candidato à autarquia que o fizer corre o sério risco de levar o meu voto...
...em todo o caso, pondero o voto em branco...)

Reentreé 3

"Na reabertura, a música é por conta da casa", disse ele.

Ainda em jeito baladeiro.
Diz que há dias em que um gajo não dislumbra o sol.
Para a cegueira UV então.


Reentreé 2

"Na reabertura, a música é por conta da casa", disse ele.

E eis que faz uso do "All mixed up", na voz de Mark Kozelek, versão dos dos Red House Painters do hit dos The Cars...
...e o videoclip, depois de gramar aquela "publicidadezinha", delicious...


Crime, disse ela

Ser cosmopolita no significa ser indiferente a um pais y ser sensible a outros, no. Significa la generosa ambicion d querer ser sensibles a todos los paises y todas las épocas, el deseo de eternidad, el deseo de haber sido muchos.

Jorge Luís Borges, CCCB- Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona

Via sms.

Meio limão, um limão, três limuoões...

If life gives you lemons, make lemonade.

E acrescenta-se: e se ainda assim a vida te trouxer azia, dá-lhe no Eno.

Reentreé 1

"Na reabertura, a música é pela conta da casa", disse ele.


Manic Street Preachers - Jackie Collins Existencial Question Time

Aviso à navegação

Seguem-se então uns tantos posts de enxurrada.
À boa maneira do cuidadoso e premeditado bloguer tuga.
Agradeço que abram o chapéu de chuva (ou de sol, vá).

Sobre pressão não consigo

Só para que se saiba.
E nem vale a pena virem com estas tretas, ok?
[ok, Paula? :)...]


Quando o suplício de escrever por escrever se apresenta nestes moldes à minha pessoa, a extrapolação do mesmo para os meus fieis leitores (bem...talvez fieis não seja o melhor termo, ou não fosse a "promiscuidade blogueira" em que vos julgo metidos) é no mínimo, assustadora.
Tenho-vos pois, em muito boas vidas e saúdes.

sábado, 25 de abril de 2009

Coisas que o vento me trouxe

E deixou para o arrastado degustar do fim de semana.
Das tais coisas que deliciosa e docemente não me levam a lado nenhum.
Simplesmente (!?), flutua e faz flutuar.
E ainda bem.

(KO)isas sem sentido (19)

Desconfio que a torneira da minha casa de banho sofra de fenómenos de freezing parkinsónico.
Ou é isso ou estarei a ficar louco.

(KO)isas (com) sentido (20)

A primeira palavra, repetida infantilmente, pela Dª Maria, uma doente que sofreu um AVC hemorrágico extenso, e até ontem e há já cerca de 2 semanas com uma afasia global
(para que se perceba- incapaz de verbalizar, incapaz de compreender o que se lhe diz):
Mãe.
Ou melhor: Mãe, Mãe, Mãe, Mãe, Mãe, Mãe...

E hoje de novo. E amanhã talvez também.
(E até quando ou porquê?)

E depois o parar para pensar: talvez a primeira palavra que todos nós aprendemos a dizer e o caricato de ser também a "primeira" que se reaprende naturalmente um dia mais tarde.
E da Mãe que outrora a embalou nem vê-la.
O que lhe ficou?
E a palavra? O que dela é a palavra? Ou quanto lhe pertence por direito designativo?

Não sei o que resta quando as pessoas ou as coisas se vão, sequer o que fica quando deixamos de conseguir pôr em prática a mera representação simbólica que ao longo dos tempos fomos aperfeiçoando para as denominar.

Mas quando delas nada fica nem símbolos, pois o que fica então?

Muito menos pouco percebo do que um dia as uniu, as desune e volta a reunir um dia mais tarde.


E assim por uns tantos minutos, parado, bati mal. Mesmo mal.
Mas lá segui em frente e, no ridículo e longínquo horizonte apaziguador, encontrei um todo que não passa de uma falsa representação de nada. Absolutamente nada.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Uma imagem: "à noite"

Automat, Edward Hopper (1927)

Isto é com´ós os champôs...

...2 em 1.
Noite fora, só viola, uma só marca: Nick Drake, Bryter Layter (1970).

Nick Drake - Bryter Layter


Nick Drake - Sunday


PS: De nada (perdoem-me a presunção).
Sempre às ordens.