sábado, 30 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Let´s watch the flowers grow
Travis - Flowers in the window
Para fim de um curto estágio no Puerpério, a música só podia ser esta.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
E por falar em Sintra
Os Pontos Negros - Conto de Fadas de Sintra a Lisboa
A música com que começo as minhas loucas manhãs de trabalho em pleno Agosto. Via Radar.
Simples mas viciante.
De Sintra a Lisboa; afinal o IC19 não é assim tão mau.
Para mim, a música deste Verão.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
"Deviam chover lágrimas quando o coração pesa muito"
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to a kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the HALLELUJAH...
sábado, 23 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
A doce metafísica dos meus 25
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Quem «dança» seus males espanta
Nouvelle Vague - Dancing with myself
P.S: Um grande vídeo, não fosse o caõzinho que por lá aparece a "coisinha" mais fofa do mundo (ou talvez não).
sábado, 16 de agosto de 2008
Distimia de fim de férias

I could take all the craziness out of you
That's what I loved you for
Take away all the oranges, greens and blues
That's what I loved you for
Take a look at me
You think it really could be that easy?
I mean, take a look at me
You think it really could be that easy for you?
I know about guys, I know where they live
And you're just the same
The ones that matter fight against themselves
But it's so hard to change
Hey, I could love you
Take all that love away from you
Hey, I could love you
Put you in this box I've made for two
So you could take all this craziness out of me
That's what you love me for
Well, I don't mean to laugh
But if you know all this
You must be halfway there
Well, like that dress tonight, you won't know as it falls from you
Turn around and it's winter, darling
Look in the mirror and it won't be you
So you're an old, old dog
You've been around the block
So many times
And it's the same old turns
Same old feelings straight down the line
Yeah, I can love you
Grab that leash and drag you to a place you'd never know
I know where my bones are buried
May take me a while, but I'd find my way home
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Poesia fractal

sexta-feira, 8 de agosto de 2008
A1 Norte
Ainda hoje me corre um arrepio pela espinha quando me lembro que troquei o concerto de MGMT por um medíocre concerto dos The National, em pleno Optimus Alive 08.
E sim, as parecenças de um destes tipos com o Frodo são para mim, mais que evidentes.
MGMT - Time to Pretend (ou Os meninos à volta da fogueira)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
(KO)isas sem sentido (6)
DESTINA-SE, EXCLUSIVAMENTE A SER UTILIZADO COM O VEÍCULO ESTACIONADO.
Haverá mesmo alguma alminha que ande com um parassol em pleno andamento?
É daqueles avisos que nunca me ocorreriam dar a alguém. E para que conste, não me tomo por um indivíduo extremamente incauto.
Fiquei a pensar que deveriam ser "daquelas normas da CE".
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Cenas que perduram (3)
Miles Raymond: Let me show you how this is done. First thing, hold the glass up and examine the wine against the light. You're looking for color and clarity. Just, get a sense of it. OK? Uhh, thick? Thin? Watery? Syrupy? OK? Alright. Now, tip it. What you're doing here is checking for color density as it thins out towards the rim. Uhh, that's gonna tell you how old it is, among other things. It's usually more important with reds. OK? Now, stick your nose in it. Don't be shy, really get your nose in there. Mmm... a little citrus... maybe some strawberry...
[smacks lips]
Miles Raymond: ... passion fruit...
[puts hand up to ear]
Miles Raymond: ... and, oh, there's just like the faintest soupçon of like asparagus and just a flutter of a, like a, nutty Edam cheese...
Jack: Wow. Strawberries, yeah! Strawberries. Not the cheese...
sábado, 2 de agosto de 2008
Partituras
in A insustentável leveza do ser, Milan Kundera
quinta-feira, 31 de julho de 2008
É...
Apostar na "prata da casa", nos "mais batidinhos". "Jogo seguro", "passe curto", que é altura de descanso. E por falar nisso, parece que amanhã joga o Benfica (ainda a "feijones") e a coisa ainda não está lá grande coisa -que é como quem diz simpaticamente- ainda não está nada.
Eis que senão: a menina Feist. Again. And again.
O passo seguinte é o play. (Força! Não sejam tímidos!)
"Óhhh!Daqui!!!"
(enquanto faço aquele gesto de bater 3 vezes com a mão direita no pré-córdio.
Ou não fosse a menina dizer que tem um "Secret heart".)
Leslie Feist - Secret Heart
- A. L. A. -
Lobo Antunes, e de novo a sua crónica na Visão.
Juro que um dia, em eu pegando "numó-nôtra" que guardo com mais carinho, ainda as mando encaixilhar.
As mulheres têm fios desligados
Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem
perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti está em mim
o que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
de
- Não quero mais
chegam cm discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações no género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui livrar da chata
- Custou mas foi
- Amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar
(chichi, sede, fome, a janela de se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no ronhonhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
- Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro gaja e vai pagá-las, dispostos apartes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- o problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio, de Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável, a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não esta em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor que eu
levou como resposta
Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto e, estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhes. Pode ser que façam falta. Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me. Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas a uma árvore a sorrir-me.
(KO)isas sem sentido (5)
"Simples" memória visual?






