domingo, 11 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Até que a vista nos doa (5)
Ou ainda os restos que vão sobrando para digerir do visionamento de "My Blueberry Nights" (dos escassos 2 minutos em que se pode contemplar Cat Power).
Eis que se me coloca então um novo grande dilema (oportunamente discutido entre fãs): tivesse eu de escolher uma só- Cat Power ou Feist? Nada fácil...
Para tirar as dúvidas (não vá o Diabo tecê-las), dia 26 de Maio e dia 11 de Junho respectivamente, guardei-lhes um pedacinho da minha agenda.

sábado, 3 de maio de 2008
A neurofisiologia de um corte de cabelo
Genial.
Instruções:
Ligar os phones ao pc e colocar o volume bem alto. Fechar os olhos e disfrutar da ínfima plasticidade cerebral.
Há coisas fantásticas, não há?
Instruções:
Ligar os phones ao pc e colocar o volume bem alto. Fechar os olhos e disfrutar da ínfima plasticidade cerebral.
Há coisas fantásticas, não há?
P.S: Só funciona com phones mesmo...esqueçam as colunas.
sábado, 26 de abril de 2008
I will possess your heart
O novo single dos Death Cab for Cutie. 8 min e tal.
É preciso alguma paciência...mas vale bem a pena.
É preciso alguma paciência...mas vale bem a pena.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Cinema por casa (ou melhor...em viagem)

My Blueberry Nights, Kar Wai Wong (2007)
Um filme que todo em si é um álbum de fotografias em movimento. Único.
Nem são precisas muitas palavras quando as histórias são as que se confundem com a vida de qualquer um de nós. De amores, desamores, ódios, indiferenças, fugas, amizades e aprendizagens.
Filmadas de uma forma especial, capazes de nos fazer emoldurar e pendurar algures cá dentro a maioria das cenas.
Os míticos bares nocturnos, eternizados nos filmes, em cujos balcões se afogam mágoas de vida. As típicas "lanchonetes" americanas com os seus burguers, fries e ketchup.
As luzes de néon, expoentes máximos dos bambaleantes sentimentos citadinos.
Os jogos de filmagens através dos vidros...esplêndidos.
Aqueles shots de gelado a escorregar vagarosa e graciosamente sobre a tarte que abrem o apetite a qualquer um.
Quanto ao mirtilo, continuo um pouco céptico- quiçá ignorante (a tradução à letra do título original dará pois algo como: "As minhas noites de mirtilo"). Ao que parece, o título em português do Brasil foi "Um beijo roubado" (em Porugal tudo indica que será "O sabor do amor", o que em si levará a maioria das pessoas a crer que se trata de mais uma daquelas comédias românticas de Sábado à tarde). Sem dúvida, uma vez mais, e a provar que há coisas que não podem ser traduzidas, o original leva a melhor. O título "My Blueberry Nights" é tão doce quanto poético, faz cócegas no céu da boca e dá vontade de apreciar uma boa tarte imiscuída de uma daquelas bolas de gelado, who knows acompanhado por alguém tão gracioso quanto o é Norah Jones. Se bem que, back to reality, "nem sempre uma companhia dessas se encontra do lado de lá da rua". Quase nunca, diria. Disso tenho eu certeza. E bem que olhei pela janela (por via das dúvidas...) enquanto escrevia este post.
Uma ou outra metáfora muito bem conseguida. Outras um pouco forçadas, no entanto, originais.
E claro...o beijo final. É pura poesia.

E uma banda sonora daqui...
(...para que se perceba: ao escrever isto, tenho o polegar e o indicador da mão direita a puxar com veemência o lóbulo da orelha direita, enquanto faço com a boca um ruído esquisito...visualizem a coisa...)
Foi assim.
Na impossibilidade de ir amanhã à abertura do Indie Lisboa, a abertura do Indie veio até mim em plena viagem Lisboa-Coimbra de Intercidades (sessão das 21.30, previamente agendada por moi). Tudo isto em "My Blueberry nights", o filme de Kar Wai Wong, que conta, entre outros, com Jude Law, Rachel Weisz, Natalie Portman (God Damn! uma vez mais a espalhar magia em mais um papel), Norah Jones (a interpretação não é por aí além, sendo notória alguma falta de treino, mas vale muito pela delicadeza, suavidade daquela sua imagem e aquela voz doce- balanço final: uma estreia agradável apesar de tudo, mas eu...sou suspeito...) e Cat Power.
A casa recomenda.
Cat Power - The Greatest
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Serviço de Urgências, 8 am- fim de banco
Eis que senão, se apudera de mim aquele estranho sentimento de dever cumprido.
Se há momentos que merecem banda sonora, a saída de banco é um deles.
Ao sair das Urgências, quase que levito ao sabor disto:
Cat Stevens - Morning has broken
Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the world
Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass
Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day
Se há momentos que merecem banda sonora, a saída de banco é um deles.
Ao sair das Urgências, quase que levito ao sabor disto:
Cat Stevens - Morning has broken
Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the world
Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass
Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day
Serviço de Urgências, SO 3.00-5.00 am
...bip-bip...aiiiii...
bip-bip...
ploccc...
barulho imperceptível de alguém a gemer (diferente de um aiiii)...
bip-bip...aiiiiiiiiiiiiiiiiii...
(um passatempo interessante será analisar a cadência dos diferentes aiiiisss)
ploccc...
bip-bip...
E é tudo.
Numa luta "rasgadinha" entre o meu consciente e o tónus dos músculos orbiculares dos meus olhos.
sábado, 19 de abril de 2008
Sábados musicais
Ainda está para vir quem me convença que o melhor dia da semana (pelo menos desta) não é o Sábado. Mesmo.
Hoje os primeiros pestanejares foram ao som disto:
Ryan Adams - So Alive
Diz que para a semana não vai ter o mesmo gosto. Os ossos do ofício assim o ditam.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
A ver
Teatro D. Maria II, Sala Estúdio
Começar a Acabar

de SAMUEL BECKETT
direcção tradução interpretação JOÃO LAGARTO
desenho de luz JOSÉ CARLOS GOMES
figurino ANA TERESA CASTELO
música JORGE PALMA
Começar a Acabar

“Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo”.
“Nunca amei ninguém acho eu, senão lembrava-me”.
de SAMUEL BECKETT

direcção tradução interpretação JOÃO LAGARTO
desenho de luz JOSÉ CARLOS GOMES
figurino ANA TERESA CASTELO
música JORGE PALMA
co-produção TNDM II ACE Teatro do Bolhão
quinta-feira, 17 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Can you hear Major Tom?

Aos sonhos de astronauta.
À imensidão que volta e meia nos estarrece.
À multidão (às vezes feita solidão) inter-galáctica.
À nossa estúpida tentativa de controlar o que não foi feito para ser controlado.
À entropia. À beleza da energia, que não se gasta nem se perde: conserva-se e transforma-se.
Às descobertas.
À ilusão. Ao esquecimento da desilusão.
Às viagens. Às idas mas também aos regressos. Aos caminhos.
Às paixões lunáticas, aos devaneios e às curas. Ou às faltas delas.
Aos cometas, às personagens de outro mundo mas também aos pequenos astros mundanos.
Ao Major Tom que há em nós.
David Bowie - Space Oddity
Ground control to Major Tom,
Your circuit's dead, there's something wrong
Can you hear me Major Tom?
Can you hear me Major Tom?
Can you hear me Major Tom?
Can you...
Here am I floating round my tin can
Far above the moon
Planet Earth is blue, and there's nothing I can do....
P.S:
Uma das covers de David Fonseca dia 12.
Axiomático: a boa música leva sempre à boa música.
O reconhecimento e a orientação posteriores são da inteira responsabilidade de quem assim entender se acusar
(Cheers Major LFMI!).
terça-feira, 15 de abril de 2008
Cinema por casa
That's 'cause we all wanna be problemless. To fix ourselves. We look for some magic solution to make us all better, but none of us really know what we're doing. And why is that so bad? That's all we humans can do. Guess. Try. Hope. But, Justin, just pray you don't fool yourself into thinking you've got the answer. Because that's bullshit. The trick is living without an answer. I think.
domingo, 13 de abril de 2008
Feeling like 80´s
Phil Oakley - Together in electric dreams
We'll always be together
However far it seems
We'll always be together
Together in electric dreams
We'll always be together
However far it seems
We'll always be together
Together in electric dreams
O orgulho de ter nascido nesta década. Quando os pirosos tinham estilo.
Ou apenas as reminiscências do concerto do dia 12. Naquele que para mim, foi o momento alto da noite.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Lobo Antunes
As crónicas do Lobo Antunes na Visão.
Quase que por si só valem os 2,80 euros da revista.
É um prazer. Ao café então, sem palavras.
Mais uma. Aqui.
Quase que por si só valem os 2,80 euros da revista.
É um prazer. Ao café então, sem palavras.
Mais uma. Aqui.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
Até que a vista (e não só) nos doa (3)


Pre-scriptum:
Um post que peca por ser tardio. Admito. Já meio mundo e outra metade ouviu falar de Rita Redshoes.
Sim, eu também. Acontece que só hoje tive a oportunidade de assistir ao feitiço dos sapatos vermelhos ao vivo. E o resultado final é simples: fiquei deliciado.
Seja feita inteira justiça: a voz feminina do momento no nosso panorama musical.
Presença, simpatia, beleza, charme e um sorriso capaz de conquistar "ceguinhos". Pouca coisa em pouco mais de 1,50 metros de altura, feitos gente bem grande em cima de sapatos altos berrantes.
Sou menino para apostar que vai ter sucesso. Assim espero.
Estou convertido à sua "Era Dourada". Numa espécie de feitiço que tem qualquer coisa de "Feist-iano" mas com o orgulho de ser cá do cantinho à mistura.
E dia 12 lá estou no Coliseu.
Expectativas muito altas. Quanto menos seja para voltar a ver aquele sorriso (daí que a menina Rita seja catalogada também na categoria das que fazem doer a vista...mas não só). Por si só, já chega.
Mas também porque ouvir música feita com prazer é outra coisa. Sem dúvida.
Mas também porque ouvir música feita com prazer é outra coisa. Sem dúvida.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Tenho saudades de Lua Cheia
We walked around til the moon got full like a plate
And the wind blew an invocation and I fell asleep at the gate
in So Real, Jeff Buckley
Dos mais deliciosos versos feitos melodia até hoje.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
(KO)isas sem (nenhum) sentido (5)
"Mugabe só aceita a derrota se for declarado vencedor."
[(!!!!???)]
in Jornal Global Notícias, 3 de Abril de 2008
Algures lá para o fim da notícia, percebe-se o aparente paradoxo do título.
Lê-se então sobre a situção política no Zimbabué:
"Uma coisa é certa no meio de toda a confusão (mas qual confusão?). Mugabe só aceita sair se não levar o rótulo de derrotado (que injustiça chamar essas coisas ò homem pá!) porque isso é algo que nunca admitirá. Se aparecer uma solução do tipo você ganhou mas deve exilar-se, então ele aceitará (ahhh...claro, assim sim. é justo, sim senhor. é assim que se faz normalmente.)", afirma um diplomata sul-africano que acompanha o processo eleitoral no Zimbabué."
Reza a história que Mugabe é um tipo deplorável nas suecadas de Domingo à tarde de Harare. Ganha sempre, mesmo quando não joga.
Pior que o mau perder é o "ok pá, eu faço-te o jeitinho e deixo-te ganhar. Tens é de admitir que eu sou o maior cá do sítio".
sábado, 29 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
Dialécticas acerca do amor: How do you keep love alive?
Lord, I miss that girl
On the day we met the sun was shining down
Down on the valley
Riddled with horses running
Crushing them with flowers
I would have picked for her
On the day she was born
She runs through my veins like a long black river
And rattles my cage like a thunderstorm
Oh my soul
What does it mean?
What does it mean?
What does it mean to be so sad?
When someone you love
Someone you love is supposed to make you happy
What do you do
How do you keep love alive?
When it won't
What, what are the words
They use when you know it's over
"We need to talk," or
"I'm confused, maybe later you can come over"
I would've held your mother's hand
On the day you were born
She runs through my veins
Like a long black river and rattles my cage
Like a thunderstorm
Oh, my soul
What does it mean?
What does it mean?
What does it mean to be so sad?
When someone you love
Someone you love is supposed to make you happy
What do you do
How do you keep love alive?
When it won't
How do you keep love alive, Ryan Adams
On the day we met the sun was shining down
Down on the valley
Riddled with horses running
Crushing them with flowers
I would have picked for her
On the day she was born
She runs through my veins like a long black river
And rattles my cage like a thunderstorm
Oh my soul
What does it mean?
What does it mean?
What does it mean to be so sad?
When someone you love
Someone you love is supposed to make you happy
What do you do
How do you keep love alive?
When it won't
What, what are the words
They use when you know it's over
"We need to talk," or
"I'm confused, maybe later you can come over"
I would've held your mother's hand
On the day you were born
She runs through my veins
Like a long black river and rattles my cage
Like a thunderstorm
Oh, my soul
What does it mean?
What does it mean?
What does it mean to be so sad?
When someone you love
Someone you love is supposed to make you happy
What do you do
How do you keep love alive?
When it won't
How do you keep love alive, Ryan Adams
P.S: A cover do David Fonseca desta bela música.
Ao que parece uma das músicas que está no seu top10 de sempre e, como tal e assumidamente, faz com que todo o santo-dia sinta saudável inveja do seu criador. A ouvir.
quinta-feira, 27 de março de 2008
A casa recomenda
quarta-feira, 26 de março de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
(KO)isas sem sentido (3)
Um casal de idosos que-não-são-mais-que-velhinhos-que-é-um-termo-bem-mais-bonito (idosas são as pirâmide de Gizé), de seus 70 e poucos anos de idade, à entrada do bar do Hospital com a revista "O Mundo Universitário" na mão.
Maravilhoso.
O poder de uma revista.
sábado, 22 de março de 2008
Dialécticas acerca do amor: Fools in love
Fools in love, well are there any other kinds of lovers?
Fools in love, is there any other kind of pain?
...
Fools in love, are there any creatures more pathetic?
Fools in love, never knowing when they've lost the game
...
Fools in love, gently hold each others hands forever
Fools in love, gently tear each other limb from limb
...
Fools in love they think they're heroes
'Cause they get to feel no pain
I say fools in love are zeros
I should know, I should know
Because this fool's in love again.
Fools in love, Inara George
quinta-feira, 20 de março de 2008
Psssssttt...
...silêncio que isto é divinal!!!
(de fazer chorar as pedras da calçada portuguesa...)
Patrick Watson & Cinemathic Orchestra - To build a home
De momento, ainda estamos a processar o artigo "Patrick Watson".
Pedimos desculpa pelo atraso. Em breve passaremos as outras musicalidades.
Agradecemos a compreensão.
Atenciosamente,
A gerência deste humilde blog.
(de fazer chorar as pedras da calçada portuguesa...)
Patrick Watson & Cinemathic Orchestra - To build a home
De momento, ainda estamos a processar o artigo "Patrick Watson".
Pedimos desculpa pelo atraso. Em breve passaremos as outras musicalidades.
Agradecemos a compreensão.
Atenciosamente,
A gerência deste humilde blog.
Lembranças
Tem dias em que me lembro dos gomers. Da crueldade, do repúdio mas também da autenticidade incompreensível e revoltante que nutro por tal denominação.
Hoje foi um deles e sei que mais dias assim virão.
"...Quem é que está de serviço hoje?
- Eu- disse o Potts.
- Ainda bem, porque aquele som horrível é de um gomer. Da Ina Goober, se não me engano, que no ano passado atendi 6 vezes. Ela é um gomer, ou melhor, no feminino, uma gomere. Gomer é um acrónimo: Get out of my emergency room. É o que nos apetece dizer quando nos enviam alguém da enfermaria às 3 da manhã.
- Acho isso um bocado grosseiro- disse o Potts.- Alguns de nós não partilham essa opinião em relação aos idosos.
- Pensas que eu não tenho avó?- perguntou o Gordo indignado.- Tenho sim, e é a velhinha mais querida, ternurenta e maravilhosa. Os seus bolinhos matzoh flutuam e para os conseguirmos comer é preciso espetarmos-lhes bem o garfo. A sopa até levita sob a força deles. Temos de comer em cima de escadas, raspando a comida do tecto. Eu gosto...- teve de parar, e limpar as lágrimas dos olhos, e depois continuou num tom suave:- Eu gosto muito dela.
Pensei no meu avô. Também eu gostava muito dele.
- Mas os gomers não são apenas velhinhos amorosos- continuou o Gordo.- Os gomers são seres humanos que perderam tudo aquilo que fazia deles seres humanos. Desejam morrer, só que nós não o permitimos. Ao salvá-los, estamos a ser crueís com eles, e eles, por sua vez são crueís connosco ao lutarem com unhas e dentes contra as nossas tentativas para os salvarmos. Eles magoam-se e nós magoamo-los..."
in A Casa dos Deuses, Samuel Shem
terça-feira, 18 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
O meu brinquedo mais recente
maps.live.com

Descobri um dia destes no Público.
Já adorei legos, playmobil (a propósito, nunca mais vi disto à venda), Simcity´s e afins.
E agora também já levo uns bons minutos (ou horas) nisto.
De fazer corar os tipos do Google Earth de vergonha.
Dizem que gajos percebem de mapas. Não sei. Mas se alguma vez percebi, é agora que vou poder melhorar os meus conhecimentos.
Mas que isto dá cá um jeitaço para conhecer a cidade, se dá.
Incrível. Ainda estou estupefacto.
O senão: a segurança e o anonimato.
Nos dias que correm é mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que escondê-la. Nunca o terrorismo teve brinquedos tão acessíveis.
Ainda assim, creio que mais vale a informação consciente do que a ignorância obsoleta.
Nos dias que correm é mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que escondê-la. Nunca o terrorismo teve brinquedos tão acessíveis.
Ainda assim, creio que mais vale a informação consciente do que a ignorância obsoleta.
domingo, 16 de março de 2008
Elementar meu caro Watson!
Concerto de Patrick Watson, Aula Magna, 13 de Março 2008.
Posso morrer sem ver Jeff Buckley ao vivo. Quanto a isso, já me resignei. E pior ainda: sempre me custou e cada vez mais me custa acreditar na ideia de vida além da morte, muito menos em concertos póstumos. O que, para o caso, também não ajuda mesmo nada.
Felizmente já senti qualquer coisa do que seria ver "The Mistery White Boy" ao vivo. No ano passado com Andrew Bird e este ano com Patrick Watson.
Qualquer semelhança é, antes de tudo, uma mera heresia do acaso e porque não, uma benção para fãs. Não existem 2 pessoas iguais (é certo) mas, felizmente, vão havendo por aí uns gajos com algumas coisas parecidas.
Posso morrer sem ver Jeff Buckley ao vivo. Quanto a isso, já me resignei. E pior ainda: sempre me custou e cada vez mais me custa acreditar na ideia de vida além da morte, muito menos em concertos póstumos. O que, para o caso, também não ajuda mesmo nada.
Felizmente já senti qualquer coisa do que seria ver "The Mistery White Boy" ao vivo. No ano passado com Andrew Bird e este ano com Patrick Watson.
Qualquer semelhança é, antes de tudo, uma mera heresia do acaso e porque não, uma benção para fãs. Não existem 2 pessoas iguais (é certo) mas, felizmente, vão havendo por aí uns gajos com algumas coisas parecidas.
...na falta de scanner para digitalizar o bilhete
(essa manhosa estratégia de fazer inveja a terceiros na blogosfera...),
aqui vão as snapshots do meu lugarzinho (bastante bem situado):



Os momentos altos da noite (a meu ver):
- A escapadela do Patrick piano fora
(creio que não terá havido ninguém naquela sala que não se tenha arrepiado...)
- A jam session ao sabor de Man under the sea:
(momento registado na 3ªfoto)
Aqui para os curiosos.
- O pedido da nação benfiquista para improvisação de uma música intitulada "Vivó Benfica", uns tantos what´s de Patrick e a consequente risota geral. (Na falta de motivos desportivos para sorrir, resta-nos o prazer de uma bela canção...e aquele hino dos HUF até que já cansa...se é que não cansou sempre...)
Resumindo: temos homem (bom músico, simpático, criativo) e temos banda.
Aqui para os curiosos.
- O pedido da nação benfiquista para improvisação de uma música intitulada "Vivó Benfica", uns tantos what´s de Patrick e a consequente risota geral. (Na falta de motivos desportivos para sorrir, resta-nos o prazer de uma bela canção...e aquele hino dos HUF até que já cansa...se é que não cansou sempre...)
Resumindo: temos homem (bom músico, simpático, criativo) e temos banda.
Patrick Watson é daqueles artistas que nos faz acreditar que fazer música é incrivelmente fácil. Assim fosse.
Elementar meu caro Watson!P.S:
1. PW merecia bem mais do que meia casa. Será que a malta anda desantenta ou terá sido por mero acaso que PW ganhou o Polaris Prize a artistas como The Arcade Fire ou Feist? Hmmm, não me parece...
2. A acústica/sistema de som da Aula Magna (apesar da sobriedade e imponência da sala) a meu ver, em nada fica atrás do TAGV em Coimbra (que por sua vez em nada fica atrás da Magna, em termos de beleza). Por isso, pergunto-me: depois de Andrew Bird, para quando um destes songwriters por palcos conimbricenses? E até que Bird tinha a sala bem mais composta em Coimbra...
sexta-feira, 14 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
Urbano-depressivos
Acordar cedo em dia de folga.Esbarrar na azáfama quotidiana de quem não conhece outra coisa que não seja trabalho.
A escassos metros da minha porta, todo o santo-dia, numa espécie de boutique, três velhos sentados a conversar. Ainda nem sei de que trata, tal a quantidade de sucata e coisas velhas que por lá se encontra.
(Desconfio que vendam histórias de vida, só. Prometo que um destes dias- assim eu tenha coragem para tal- hei de entrar e perguntar a quanto é que é.)
Sempre adorei ver os outros assim. Passando diante que nem personagens. A alguns até advinho-lhes os gestos. Os rituais. Sabem-me a ontem e antes-de-ontem e quase que lhes sinto o cheiro de amanhã.
(Logo vejo-vos por aqui?)
Chegadas, partidas, descargas e buzinas. Tudo rotinas. E aquele conjunto das luzes e sombras de momento. Traçadas a esquadro solar. Únicas e deliciosas.
(Se lá voltar, sei que, nem gente nem sombras serão as mesmas.)
Passear sozinho pelo simples prazer de o fazer.
Derivar com ar de quem sabe por onde anda. Trafulhices. Sempre encarei o teatro como uma arte, um desafio só ao alcance de alguns.
Derivar com ar de quem sabe por onde anda. Trafulhices. Sempre encarei o teatro como uma arte, um desafio só ao alcance de alguns.
(Agora que penso nisso, acho que nunca fui bom actor.)
Ainda vou tendo para mim que as artes são daquelas coisas que não se aprendem.
(Até quando? - penso.)
Sou uma espécie de estrangeiro que joga em casa.
(Um dia destes até quem sabe me concedem o estatuto. Tal é o modo em que as coisas andam por aqui.)
"Catch me if you can". "There´s no-one here and this is all for me".
(Às vezes vêm-me à cabeça estas frases soltas, meio desconexas. Pedaços de filmes, quem sabe.
A infância guarda-nos estas pequenas coisas, sem dúvida. Não os consigo situar. Sei apenas que estão algures por aqui.
A minha memória foi sempre assim. Nem sei bem se me recordo de algo que não sejam fragmentos do que já vivi.)
Hoje sou todo EU um desses míticos seres urbano-depressivos.
domingo, 9 de março de 2008
O último a rir, ri sempre melhor
Ou nas palavras de Morrissey, qualquer coisa como: "o Eitor armou-se em esperto e lixou-se" (The first of the gang to die).A música que embala o meu fim-de-semana. Irresistível. Escapou-me em 2004 (ok, admito!) mas os primeiros segundos do recente Greatest Hits, um dia destes, num dos phones da Fnac, foram mais que suficientes.
quinta-feira, 6 de março de 2008
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